O governador Marcelo Déda participou ontem de manhã da posse do novo gerente geral da Unidade Sergipe-Alagoas da Petrobras. Geólogo e há 34 anos na Companhia, Luiz Robério Silva Ramos substitui Eugênio Dezen, que assumirá a Gerência Executiva dos Serviços Compartilhados da Petrobras no Rio de Janeiro. Antes de chegar a Sergipe, Robério exercia a função de gerente geral da Unidade de Exploração e Produção do Espírito Santo.
"Esse é um momento muito importante da Petrobras no estado de Sergipe. Despedimos-nos de uns dos mais competentes e produtivos executivos que a Petrobras já teve em nosso estado. Eugênio Dezen é responsável por uma década virtuosa: esses quase dez anos em que ele esteve à frente da Gerência Sergipe/Alagoas possibilitou um aumento significativo de investimentos da Companhia em Sergipe, a descoberta de novos campos e uma nova perspectiva de futuro na exploração de petróleo em nosso estado. E se a Petrobras escolhe para substituir Dezen, o executivo que administrava a sede do Espírito Santo, é porque tem planos muitos significativos para Sergipe", afirmou o governador.
Déda fez questão de destacar a importância econômica das novas descobertas anunciadas pela Petrobras no final de 2012, a exemplo dos poços em águas profundas e ultraprofundas nos municípios de Moita Bonita e Barra dos Coqueiros, haja vista que o crescimento da produção de petróleo implica no aumento de repasse de royalties para o Estado.
"No final do ano passado, a própria companhia anunciou novas descobertas de águas profundas, fazendo de Sergipe o estado pioneiro do Norte e Nordeste brasileiro na exploração de petróleo em águas profundas. Há uma perspectiva para que nos próximos seis anos, Sergipe possa quintuplicar sua produção de petróleo.
Isso significa que Sergipe pode ter acesso a um volume em torno de R$ 600 milhões em royalties nos próximos anos. Esse dinheiro não é para nosso governo, não é para nossa administração, mas fico feliz como sergipano, porque quem governa tem que ter os olhos no futuro. O que estamos celebrando aqui é que o petróleo continuará a ser, pelo menos nos próximos 30 anos, uma das principais âncoras da economia sergipana", disse.
Já o novo gerente geral da Unidade, Luiz Robério Silva Ramos, informou que a prioridade da gestão é aumentar os investimentos da Companhia em Sergipe. "É um orgulho muito grande vir pra Sergipe continuar esse trabalho belíssimo que a equipe Petrobras tem feito. Nossa meta é manter e crescer os investimentos, tanto em terra quanto em águas profundas no mar, com foco na segurança das instalações e na melhoria das condições de trabalho. A unidade de Negócios da Petrobras de Sergipe-Alagoas tem vários momentos marcantes: foi a primeira área de produção no mar; tem um campo gigante em terra, que é o campo de Carmópolis; tem o campo de Piranema, que é a primeira produção em águas profundas. Sem dúvida nenhuma, essa é uma região de destaque na Petrobras e no Brasil", disse.
Novos Investimentos – Além dos empreendimentos em Carmópolis, a Petrobras investirá ainda R$ 140 milhões em Siriri, na área do Siririzinho, e R$ 110 milhões em Riachuelo, nas instalações e equipamentos de produção em terra da companhia, totalizando R$ 600 milhões. A expectativa é de que a produção aumente dos atuais 32 mil barris/mês de petróleo para 42 mil barris. No ápice da produção, dois mil novos empregos poderão ser gerados nas obras de modernização e expansão da produção em terra.
A parceria entre o Governo do Estado e a Petrobras vai além da exploração de petróleo e gás. Obras de infraestrutura – orçadas em R$ 43.355.861,61 milhões – integram o convênio em benefício do desenvolvimento de Sergipe. Em 2010, foi firmado um acordo para a recuperação de rodovias e construção de ponte nos municípios de Divina Pastora, Siriri, Rosário do Catete, General Maynard, Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas, Maruim, Laranjeiras, Riachuelo e Pirambu, área de localização de campos de exploração de petróleo e que recebem intenso tráfego de veículos da estatal.


