Milton Alves Júnior
Por deliberação da Justiça Federal, agentes da Superintendência Regional da Polícia Federal deflagraram na manhã desta sexta-feira, 07, a sexta fase da Operação Argos. A investigação apura o armazenamento em nuvem de mais de 160 arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. A corporação tem reforçado a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.
Sem apresentar múltiplos detalhes sobre as investigações, a Polícia Federal revelou apenas que estes estudos foram iniciados no mês de julho do ano passado, quando foi possível identificar o indivíduo, responsável por compartilhar arquivos com indícios da ação criminosa entre os meses de dezembro de 2024 e maio de 2025. Diante do amplo quantitativo de casos envolvendo abuso sexual e/ou estupro contra pessoas pertencentes aos grupos vulneráveis, o JORNAL DO DIA tem acompanhado parte deste trabalho investigativo realizado em conjunto pelos setores de inteligência das polícias Civil e Federal. O código penal brasileiro prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos para o estupro de vulnerável.
Na prática, isso significa que: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de idade ou com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. O Governo do Estado também orienta a população para protocolar denúncias anônimas contendo informações capazes de combater o armazenamento e/ou compartilhamento de arquivos alusivos a abuso sexual infantil na internet. O compartilhamento destes dados deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque Denúncia (181).
Nomenclatura e alerta – Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.


