Pintor é morto a tiros na porta de uma escola

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O ex-presidiário e ajudante de pintor Genilson dos Santos, 38 anos, foi assassinado às 14h de ontem na Avenida Juscelino Kubitschek, bairro 18 do Forte (zona norte de Aracaju), em frente ao Colégio Estadual Governador Valadares. O crime aconteceu depois de uma suposta perseguição ocorrida no meio da avenida.

Segundo testemunhas, Genilson foi abordado por dois desconhecidos que guiavam um carro não-identificado. Um dos ocupantes deu vários tiros contra o rapaz, que morreu no local antes da chegada do socorro médico.

As testemunhas do crime divergem sobre como ele de fato aconteceu. Algumas delas disseram à polícia que o pintor estava caminhando tranquilamente pela rua quando foi surpreendido e baleado. Já outras pessoas afirmam ter visto a vítima correndo na avenida, com um ferimento de tiro nas costas, e perseguido pelo carro dos assassinos, os quais fugiram em direção ao bairro Santos Dumont. O corpo caiu no meio da rua, a qual foi interditada em meia pista para a realização da perícia.

Apesar dos poucos curiosos que passavam pelo local, muitos estudantes do Valadares se apinharam nas janelas da escola para ver a cena do crime, já que o homicídio ocorreu durante o horário de aulas. Durante cerca de uma hora, foi grande a movimentação de policiais, peritos do Instituto de Criminalística e parentes de Genilson, que entraram em choro e desespero ao ver o corpo do pintor. Um dos tiros acertou a cabeça dele e o chão da avenida ficou muito sujo de sangue.

A irmã, Célia Maria Santos, afirmou que ele estava trabalhando na casa da sobrinha quando recebeu um telefonema e saiu de lá dizendo que encontraria com um amigo no 18 do Forte. "Eu até disse a ele: ‘Vá não, rapaz! Onde você vai uma hora dessa?’. E ele saiu logo dizendo que já ia. Quando foi mis tarde, me ligaram dizendo que tinham matado meu irmão", contou ela, sem saber dizer se o pintor tinha ou não inimigos, mas admitindo que ele já foi usuário de drogas e chegou a ser preso na antiga Casa de Detenção do Bairro América, onde respondeu a uma acusação por homicídio. "Ele andava com más companhias quando era mais novo", lamentou ela.

O crime será investigado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil (DHPP). A princípio, a suspeita é de que o crime tenha sido motivado por um acerto de contas entre rivais. 

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