Foi realizado ontem o Workshop de Descomissionamento das 26 plataformas de petróleo da Bacia Sergipe-Alagoas, apresentado pela FGV Energia, por meio de estudo contratado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). A análise abordou aspectos logísticos, infraestruturais e oportunidades de emprego e renda no estado, viabilizados tanto pelo Plano de Descomissionamento e do Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP).
De acordo com o levantamento, Sergipe apresenta todos os requisitos de infraestrutura e localização que favorecem a competição e a diversificação de supridores na execução do plano no estado. A perspectiva é de que o investimento de R$ 16 bilhões, autorizado pela Petrobras para atividade, atraia para o estado empresas com potencial de geração de milhares de empregos diretos e indiretos.
Durante o evento, o governadior Fábio Mitidieri destacou que a gestão tem total interesse em reindustrualizar o estado. “O investidor que decidir instalar sua empresa em Sergipe encontrará um governo parceiro. O descomissionamento representa um setor estratégico. A Petrobras destinou bilhões de reais para esta finalidade, demonstrando sua relevância. Esta iniciativa impulsionará a geração de empregos e oportunidades. O trabalho em curso visa concentrar o descomissionamento no estado de Sergipe, maximizando a criação de postos de trabalho locais. Este workshop oferece uma plataforma para dialogar com o mercado, apresentar as perspectivas favoráveis de negócios em Sergipe e destacar os benefícios de investir no estado. Com sua projeção de duração de aproximadamente dez anos, o descomissionamento terá um papel fundamental nos próximos anos”, afirmou, acreditando que o descomissionamento impulsionará a qualificação da mão de obra, interiorização do desenvolvimento, estímulo à indústria local e atração de novos players. “Em breve, anunciaremos mais investimentos para Sergipe. Estamos nos trâmites de nos tornarmos o sócio majoritário da Sergas”, antecipou.
Ao final de sua vida útil ou inviabilidade econômica, as empresas têm a obrigação de desativar as plataformas de petróleo, usinas ou máquinas industriais. Este processo tem o nome de descomissionamento e inclui desmonte, remoção definitiva de estruturas, equipamentos ou sistemas produtivos, limpeza, destinação adequada de resíduos e recuperação ambiental da área, como apontou o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Pietro Mendes. “O estudo nos mostra que o descomissionamento, por meio do Sergipe Águas Profundas, tem o potencial de transformar Sergipe num novo hot spot de gás natural, com capacidade significativa de produção e impacto na oferta energética nacional”, declarou.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo de descomissionamento, também elaborou as estratégias de viabilidade de implantação da primeira Universidade Estadual de Sergipe, a Unese, aprovada em dezembro passado por meio de Lei Estadual, de autoria do Poder Executivo de Sergipe. A previsão é de realização de concurso público para o provimento de vagas no segundo semestre de 2026 e realização do primeiro vestibular até o final deste ano.
O diretor-presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana, detalhou a importância da contratação do estudo. “Quando a Petrobras anunciou o plano de desativar plataformas na costa de Sergipe, o governador Fábio Mitidieri solicitou à Agrese que elaborasse estudos abrangentes. O objetivo era analisar a viabilidade do descomissionamento, incluindo a logística envolvida e os recursos necessários. Este projeto representa um investimento significativo da Petrobras”, pontuou.
Plano de desativação de plataformas deve impactar positivamente economia do estado


