Plebiscito Popular 2025 mobiliza o país pelo fim da escala 6×1

Por um Brasil mais justo, entidades que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, como a CUT, demais centrais sindicais, partidos políticos, movimentos sociais, entre outros, mobilizam as ruas e as redes sociais em torno do Plebiscito Popular 2025 que vai ouvir a opinião de trabalhadores e trabalhadoras sobre temas centrais para o futuro do país.
A consulta popular vai ouvir milhões de pessoas sobre três questões: redução de jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala 6×1 e a isenção de pagamento de imposto de renda (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além do aumento da taxação para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais, como forma de justiça tributária.
Segundo a CUT, o plebiscito teve início em 1º de julho, mas deve ganhar maior projeção durante a Semana da Pátria (1º a 7 de setembro), quando a militância sairá às ruas para dialogar com a população em todo o país. No entanto, o período oficial de votação ocorrerá de 14 a 21 de setembro, com participação aberta, gratuita e voluntária.
Para o secretário nacional de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT, Milton dos Santos Rezende, (Miltinho), o Plebiscito Popular 2025 ocorre em um momento importante em que o parlamento brasileiro vem se consolidando como um “espaço de bloqueio das mudanças populares mais básicas”.
“É nele que a elite brasileira finca suas unhas para impedir qualquer redistribuição de riqueza. Por isso, o plebiscito também cumpre uma função de denúncia e de pressão política: ele aponta diretamente para esse conflito de classe e mostra que há um Brasil que quer mudar e outro que fará de tudo para manter privilégios e desigualdades”, aponta.
Na avaliação do dirigente, os temas do plebiscito popular se conectam na vida da classe trabalhadora, e se torna mais necessário após o período de destruição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e crescimento da informalidade durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
“Neste ano, trabalhadores e trabalhadoras também foram às ruas para denunciar a escala 6×1 e as jornadas exaustivas que adoecem, esmagam e roubam o tempo de viver. É nesse contexto que se insere a defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, e o fim da escala 6×1 — temas que, assim como a justiça tributária, tocam a dignidade e a qualidade de vida da classe trabalhadora”, destacou Miltinho.

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