PMA confirma venda da folha dos servidores para CEF por R$ 30 mi

A negociação da folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) foi a pauta dos principais programas matinais de rádio do estado e da capital na manhã de ontem. Atualmente essa folha é depositada no Banese, mas a partir do final de agosto passará a ser depositada na Caixa Econômica Federal. Para cessar qualquer tipo de dúvidas a respeito do tema, o secretário de comunicação, Carlos Batalha, participou de um circuito de entrevistas.
Segundo Carlos Batalha, a PMA negociou parte da conta oficial do município para ser operacionalizada pela Caixa Econômica Federal. O secretário reforça que a mudança se dá, principalmente, para aumentar os recursos municipais disponíveis para serem revertidos em melhorias para a cidade. "A administração municipal deposita mensalmente cerca de R$ 120 milhões no banco estadual, sem obter retorno financeiro compensatório. Para mudar essa situação, o município decidiu negociar a operacionalização da folha", explicou.
De acordo com o secretário, a mudança contribuirá com o aumento do fluxo de caixa municipal. "Sendo assim, a prefeitura poderá investir ainda mais em obras de infraestrutura, construção de escolas, praças, manutenção de logradouros, e desenvolvimento de diversos serviços importantes para a população da capital sergipana", ponderou.
"Nem só a cidade irá ser beneficiada com a mudança, o servidor também poderá desfrutar as vantagens. A Caixa facilita financiamentos, empréstimos, adquirir imóveis e automóveis com juros menores. É válido salientar que o servidor não será obrigado a mudar de conta para receber seu salário. O funcionário pode permanecer com a conta Banese ou Banco do Brasil que o pagamento será efetuado sem nenhum tipo de alteração", ressaltou Batalha.
Ainda colocaram em xeque as intenções do prefeito João Alves Filho suscitando que a mudança seria uma possível tentativa de enfraquecer o Banese. "Estamos em período eleitoral e por conta disso estão querendo plantar factóides. O prefeito já foi governador por três vezes e se quisesse quebrar o banco do estado, o teria feito em anos anteriores quando recebeu diversas propostas para privatizar o Banese", rememorou o secretário de Comunicação.

Explicações – À tarde, o secretário da Fazenda, Luciano Paz.ressaltou que a venda da folha de pagamento para a Caixa, no valor de R$ 30 milhões, não deverá trazer prejuízos ao servidor, pois essa operação é legal e visa a, além de gerar uma receita adicional aos cofres do Município, também fazer com que o funcionalismo tenha acesso com mais vantagens a todos os serviços oferecidos por esse banco.
"O servidor poderá, se quiser, optar pela portabilidade, e, com isso, decidir em qual banco irá ficar e decidir quais os melhores serviços. A partir desta terça-feira, 5, iremos nos reunir com a Caixa para que possamos definir o cronograma de abertura das novas contas e possamos fornecer ao funcionalismo um detalhamento de todas as vantagens no que se refere à contratação de serviços como crédito imobiliário, empréstimos e financiamentos", garantiu Luciano Paz. "Ao contrário do que muitos estão falando, não há um bairro ou município que não esteja representado por uma lotérica", completa.
De acordo com o secretário da Fazenda, a compra da folha pela Caixa seguiu o critério da melhor oferta. A pasta elaborou um estudo comparativo com outros Estados e Municípios para chegar a um valor justo para negociação.
"Assumimos o compromisso de negociar com bancos públicos. Num comparativo que fizemos, por exemplo, a prefeitura de Feira de Santana, na Bahia, que tem cerca de 11 mil funcionários, e situação semelhante a de Aracaju, vendeu a folha dela a Caixa por R$ 13 milhões. No nosso caso, por termos um nível médio de remuneração mais elevado, chegamos a um valor maior, o que chega a cerca de R$2,2 mil por servidor pagos pela Caixa.

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