PMs e bombeiros vão apoiar paralisação dos civis no dia 19

 

Gabriel Damásio
Os policiais e bombei
ros militares decidi
ram apoiar a paralisação que foi convocada pelos policiais civis para o próximo 19 de fevereiro, dia em que os agentes e escrivães do órgão vão interromper, durante 24 horas, parte das atividades nas delegacias de polícia. A adesão foi decidida na manhã de ontem, em uma assembleia feita na Praça Fausto Cardoso, em frente à sede da Assembleia Legislativa. Não será uma paralisação direta, mas a previsão é de que os militares entrem em uma espécie de operação-padrão, com a observância rígida e literal das regras e procedimentos da Constituição e da Lei Orgânica da PM. Ou seja: os serviços cotidianos só serão desempenhados se forem cumpridas algumas exigências previstas em lei.
A atitude será marcada pelo lançamento do ‘Movimento Polícia Legal’, uma reedição do ‘Tolerância Zero’ deflagrado em 2009. Na ocasião, alguns policiais fizeram o policiamento a pé e se recusaram a dirigir viaturas, por não ter um curso de direção exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro. Assim como naquela época, o objetivo do movimento será pressionar o governo do estado a conceder reposições salariais e implementar projetos de valorização profissional da categoria. As associações militares já decidiram confeccionar e distribuir uma cartilha para orientar os policiais e bombeiros sobre o que pode e o que não pode ser feito por cada profissional durante o serviço cotidiano, assim como os fundamentos legais de cada orientação. 
As lideranças admitem que a atitude pode tornar mais lento e mais burocrático o atendimento dos militares nas ruas. Quanto mais a gente correr nessa linha, obviamente, mais engessado fica o serviço à população. Porque, no dia a dia, os nossos policiais fazem um serviço de quase heroísmo. Os resultados que estão aí são por causa dos verdadeiros heróis que ultrapassam a linha da legalidade em nome do serviço à população. Isso não tem valido a pena, por causa do salário defasado, do salário atrasado, da falta de perspectiva na carreira", justifica o presidente da União da Categoria Associada (Unica), Wilanês dos Santos, o ‘Will Guerreiro’, referindo-se aos recentes índices divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que apontaram uma redução de 41,3% nos homicídios ocorridos em Sergipe ao longo dos últimos três anos. 
A diminuição do ritmo de trabalho da PM deve ser sentida por força da paralisação dos policiais civis, que deverão trabalhar nas delegacias apenas com o efetivo mínimo de 30% e, mesmo assim, em atividades consideradas de urgência ou essenciais. "Sem delegacia, sem o trabalho investigativo e cartorial das delegacias, o trabalho da Polícia Militar estará altamente prejudicado. É claro que, por força constitucional, nós não falamos de greve ou paralisação, porque não somos sindicalizados e nem atuamos como sindicatos. O que vamos fazer é ser solidário às categorias de segurança. A frente unificada quer chamar a sociedade para um debate profundo sobre segurança pública", afirma Will. 
O movimento faz parte da estratégia da Frente Unificada dos Operadores de Segurança Pública, que reúne operadores do setor e pretendem demonstrar insatisfação contra o governo. As categorias reclamam da "falta de retorno" do governador Belivaldo Chagas sobre a pauta de reivindicações entregue no mês passado ao presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo. Os agentes socioeducativos, assim como os policiais penais e peritos criminais, também realizarão assembleias para avaliar os próximos passos e cogitam fazer paralisações nas unidades onde atuam. 
Civis – Também na manhã de ontem, os agentes e escrivães ligados ao Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol) visitaram o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), onde buscaram apoio dos colegas para a paralisação do dia 19. Hoje, os sindicalistas estarão no Departamento de Narcóticos (Denarc), no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e na Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol). A paralisação dos agentes e escrivães deve ter, como ato principal, um protesto em frente ao Palácio de Despachos. 
"Teremos a oportunidade de dialogar com o cidadão e mostrar a insatisfação e revolta dos policiais civis, que se doam ao trabalho policial nas 75 cidades do estado, mas não têm recebido o devido reconhecimento. Nossos projetos já foram apresentados na Assembleia Legislativa, como acordado com o governador Belivaldo Chagas, e essas visitas servem justamente para esclarecer dúvidas dos policiais sobre cada ponto encaminhado ao Governo, bem como esclarecer sobre a operacionalização dos nossos atos no dia da paralisação. A categoria permanece unida, mobilizada e decidida a continuar lutando por respeito e valorização profissional", disse o presidente do Sinpol, Adriano Bandeira. 
O governo do estado tem informado que não está em condições financeiras de dar reajuste linear aos servidores, por causa do déficit na previdência. 

Gabriel Damásio

Os policiais e bombei ros militares decidi ram apoiar a paralisação que foi convocada pelos policiais civis para o próximo 19 de fevereiro, dia em que os agentes e escrivães do órgão vão interromper, durante 24 horas, parte das atividades nas delegacias de polícia. A adesão foi decidida na manhã de ontem, em uma assembleia feita na Praça Fausto Cardoso, em frente à sede da Assembleia Legislativa. Não será uma paralisação direta, mas a previsão é de que os militares entrem em uma espécie de operação-padrão, com a observância rígida e literal das regras e procedimentos da Constituição e da Lei Orgânica da PM. Ou seja: os serviços cotidianos só serão desempenhados se forem cumpridas algumas exigências previstas em lei.
A atitude será marcada pelo lançamento do ‘Movimento Polícia Legal’, uma reedição do ‘Tolerância Zero’ deflagrado em 2009. Na ocasião, alguns policiais fizeram o policiamento a pé e se recusaram a dirigir viaturas, por não ter um curso de direção exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro. Assim como naquela época, o objetivo do movimento será pressionar o governo do estado a conceder reposições salariais e implementar projetos de valorização profissional da categoria. As associações militares já decidiram confeccionar e distribuir uma cartilha para orientar os policiais e bombeiros sobre o que pode e o que não pode ser feito por cada profissional durante o serviço cotidiano, assim como os fundamentos legais de cada orientação. 
As lideranças admitem que a atitude pode tornar mais lento e mais burocrático o atendimento dos militares nas ruas. Quanto mais a gente correr nessa linha, obviamente, mais engessado fica o serviço à população. Porque, no dia a dia, os nossos policiais fazem um serviço de quase heroísmo. Os resultados que estão aí são por causa dos verdadeiros heróis que ultrapassam a linha da legalidade em nome do serviço à população. Isso não tem valido a pena, por causa do salário defasado, do salário atrasado, da falta de perspectiva na carreira", justifica o presidente da União da Categoria Associada (Unica), Wilanês dos Santos, o ‘Will Guerreiro’, referindo-se aos recentes índices divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que apontaram uma redução de 41,3% nos homicídios ocorridos em Sergipe ao longo dos últimos três anos. 
A diminuição do ritmo de trabalho da PM deve ser sentida por força da paralisação dos policiais civis, que deverão trabalhar nas delegacias apenas com o efetivo mínimo de 30% e, mesmo assim, em atividades consideradas de urgência ou essenciais. "Sem delegacia, sem o trabalho investigativo e cartorial das delegacias, o trabalho da Polícia Militar estará altamente prejudicado. É claro que, por força constitucional, nós não falamos de greve ou paralisação, porque não somos sindicalizados e nem atuamos como sindicatos. O que vamos fazer é ser solidário às categorias de segurança. A frente unificada quer chamar a sociedade para um debate profundo sobre segurança pública", afirma Will. 
O movimento faz parte da estratégia da Frente Unificada dos Operadores de Segurança Pública, que reúne operadores do setor e pretendem demonstrar insatisfação contra o governo. As categorias reclamam da "falta de retorno" do governador Belivaldo Chagas sobre a pauta de reivindicações entregue no mês passado ao presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo. Os agentes socioeducativos, assim como os policiais penais e peritos criminais, também realizarão assembleias para avaliar os próximos passos e cogitam fazer paralisações nas unidades onde atuam. 

Civis – Também na manhã de ontem, os agentes e escrivães ligados ao Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol) visitaram o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), onde buscaram apoio dos colegas para a paralisação do dia 19. Hoje, os sindicalistas estarão no Departamento de Narcóticos (Denarc), no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e na Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol). A paralisação dos agentes e escrivães deve ter, como ato principal, um protesto em frente ao Palácio de Despachos. 
"Teremos a oportunidade de dialogar com o cidadão e mostrar a insatisfação e revolta dos policiais civis, que se doam ao trabalho policial nas 75 cidades do estado, mas não têm recebido o devido reconhecimento. Nossos projetos já foram apresentados na Assembleia Legislativa, como acordado com o governador Belivaldo Chagas, e essas visitas servem justamente para esclarecer dúvidas dos policiais sobre cada ponto encaminhado ao Governo, bem como esclarecer sobre a operacionalização dos nossos atos no dia da paralisação. A categoria permanece unida, mobilizada e decidida a continuar lutando por respeito e valorização profissional", disse o presidente do Sinpol, Adriano Bandeira. 
O governo do estado tem informado que não está em condições financeiras de dar reajuste linear aos servidores, por causa do déficit na previdência. 

 

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