Rian Santos
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Tenho alergia a poetas.
Há poetas demais no mundo, poemas demais, poesia de menos.Mas a insistência carinhosa dos amigos Gilton e Djenal, homens de inteligência, letras, boa conversa, coração grande, venceu a minha resistência irrefletida. Ouvi o EP de estreia do grupo Tertúlia, projeto nascido na zona da mata pernambucana. Gostei.
Tertúlia valoriza a canção e o enunciado poético. Nas apresentações do conjunto, Sam Silva, Lucas Torres, Valfrido Santiago e Philippe Wollney cantam, recitam, atacam de violões, bandolim, percussão – sempre no dorso da palavra mais bonita.
Os shows da turma são inteiramente compostos por canções autorais, assim como o já citado EP, lançado em maio de 2019. Foi por conta deste primeiro registro, aliás, que os trovadores deram por aqui. A pequena turnê de divulgação passou por quatro estados. Desde então, Aracaju oferece pouso e guarita para a trupe.
O grupo é íntimo da terrinha, já fez show no Quintal da Gente, Reciclaria e Ensaio Secreto. Consagrado na cena alternativa de Pernambuco, o Tertúlia tem também o reconhecimento do público sergipano. Gilton e Djenal, anfitriõese promotores das boas canções, fizeram por onde.
Este fim de semana, nos dias 20 (às 20 horas), 21 e 22 (às 13 horas), Tertúlia volta a se apresentar em solo Serigy. Desta vez, no bistrô A Casa do Mangue, no bairro Farolândia, coladinho ao Rio Sergipe. Lugar melhor não há.


