Gabriel Damásio
Um inquérito policial foi aberto pelo De partamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil, para investigar a denúncia de um suposto abuso sexual envolvendo dois pastores de uma igreja evangélica de Aracaju. A informação foi confirmada oficialmente ontem pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Os nomes deles foram mantidos em sigilo, pois ambos não foram ouvidos formalmente até o momento. A denúncia contra eles foi feita com base em postagens de redes sociais feitas pelo chamado "Movimento Púlpito Renovado", que afirma combater escândalos sexuais em igrejas evangélicas.
De acordo com a SSP, a queixa foi formalmente prestada às 23h desta quinta-feira, quando os depoimentos de 12 das supostas vítimas foram entregues ao DAGV por um integrante do movimento.A diretora da unidade, delegada Mariana Diniz, informou que o inquérito foi instaurado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e garantiu que as supostas vítimas serão chamadas e ouvidas em depoimento o mais breve possível. "Como o caso foi registrado oficialmente, as equipes do DAGV, que têm experiência com esse tipo de investigação, darão o encaminhamento necessário. A apuração visa descobrir se há prática de crime e quem seriam os envolvidos", informa a SSP, em nota.
O também pastor Maurício Romero, que se apresenta como líder do movimento, alega que as denúncias apresentadas são graves e envolvem episódios de assédio, mensagens e até vídeos com conteúdo pornográfico. Ele garante que prints dessas mensagens foram anexados aos depoimentos entregues à Polícia Civil, e que os casos envolvem religiosos de outras igrejas.
"Hoje nós temos denúncias formais, oficiais, mulheres e casais que decidiram dar o nome, CPF, RG, endereço, fazer vídeo, e juntando provas testemunhais em forma de vídeo e provas materiais, nós temos hoje em torno de 12 denúncias. Nós temos outras inúmeras que elas estão dizendo: ‘pastor, vou orar, pastor, não estou pronta para enfrentar isso aí’. Então, diante disso, a gente resolveu tomar essas providências, arrolar esses nomes e dar prosseguimento", disse Maurício, ontem, em entrevista à rádio Liberdade FM.


