Gabriel Damásio
Um barco que trazia uma carga de cigarros contrabandeados do Suriname foi apreendido na noite de anteontem, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar no povoado Terra Caída, em Indiaroba (Sul). A embarcação foi interceptado no Rio Vaza-Barris, enquanto chegava a Sergipe. Segundo a polícia, foi um total de 5 mil caixas de cigarros fabricados clandestinamente no país sul-americano que faz fronteira com os estados do Pará e do Amapá.
De acordo com o delegado Paulo Cristiano Ricarte, responsável pela Delegacia Regional de Lagarto, as investigações sobre a carga começaram há cerca de três meses, após uma outra apreensão de cigarros feita pela Polícia Militar, em uma feira de Lagarto. “Passamos a investigar para saber a origem desse produto e, na noite dessa quarta-feira, recebemos a informação de que o carregamento entraria pelo povoado Terra Caída”, detalhou.
Diante dessa informação, as equipes das polícias Civil e Militar se reuniram e fizeram a prisão de seis pessoas pela posse desse material. “O barco que trazia esse material foi interceptado e, ao final da ação policial, o carregamento de cigarros vindo do exterior foi apreendido”, pontuou o delegado.Dos seis presos, quatro são oriundos do Pará e os outros dois são cidadãos do Suriname. O comandante e o piloto da embarcação devem ser indiciados pelo crime de contrabando. Por envolver indícios de crime internacional, o caso poderá ser acompanhado pela Polícia Federal.
Esta não foi a primeira apreensão de cigarros contrabandeados na região da Terra Caída, em plena divisa de Sergipe com a Bahia. Em maio de 2021, uma operação do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) descobriu e interceptou outro barco vindo do Suriname. Na ocasião, a carga apreendida preencheu duas carretas e foi avaliada em R$ 10 milhões. Nos dois casos, a polícia suspeita que esses cigarros seriam repassados para feirantes e comerciantes de pequenos mercadinho no interior, a preços muito baixos. A venda de cigarros contrabandeados, além de ser crime previsto em lei, afeta tanto os cofres públicos, por não haver recolhimento de impostos, quanto a concorrência com as empresas de tabaco legalmente estabelecidas no Brasil.


