Terça, 25 De Junho De 2024
       
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Polícia apura casos de pessoas pulando as catracas dos ônibus


Publicado em 07 de junho de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Nos períodos de grandes festas, o problema se agrava no transporte coletivo (Reprodução/Setransp)

Diante das imagens que repercutiram nas redes sociais e na imprensa sergipana nesta quinta-feira (6), a respeito de várias pessoas pulando catracas de ônibus do transporte público na cidade de Aracaju, a Delegacia Geral da Polícia Civil de Sergipe está solicitando formalmente as imagens ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), para investigar o ocorrido.
A ação, além de trazer prejuízo às empresas concessionárias do transporte público da Grande Aracaju, algo estimado em R$ 400 mil por mês, é citada no artigo 176, do Código Penal, que prevê como fraude: tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento.
O delegado-geral Thiago Leandro determinou o início dos trabalhos, visando a apuração dos danos registrados nos vídeos divulgados nesta quarta e a responsabilização dos envolvidos. Inclusive, como as ações foram cometidas por várias pessoas juntas, a Polícia Civil informa que os atos podem configurar como associação criminosa. “E, caso fique comprovada ameaça, fato citado em algumas das ações, pode configurar roubo ou extorsão”, alertou.
Prejuízos – Para se ter uma ideia dos prejuízos do setor, apenas na madrugada desta quarta-feira (5), durante a Operação Corujão, foram contabilizados em duas viagens da linha exclusiva da Eduardo Gomes e Tijuquinha Via Tancredo Neves, 30 pulos de catraca. Já em duas viagens, da linha M. Freire II/ Piabeta e Albano Franco, 65 pessoas não pagaram a tarifa e utilizaram o serviço pulando a catraca.
“Pular catraca é crime, essa prática que acontece no dia a dia de algumas linhas interfere no transporte como um todo. Quem pula a catraca, está ocupando o lugar de alguém que está pagando”, ressalta a presidente do Setransp, Raissa Cruz.
A fraude compromete ainda mais a operação do sistema, pois a receita gerada pelas passagens é necessária para ajudar a cobrir os custos operacionais, ainda não sendo suficiente na sua totalidade devido às gratuidades e o congelamento da tarifa desde 2022. “Além do risco de vandalismo, a prática do pulo de catraca influencia na tarifa do transporte, que é calculada pela divisão do custo do serviço e pelo número de passageiros pagantes”, acrescenta a presidente.
O diretor executivo da Aracajucard, empresa prestadora de serviço de bilhetagem eletrônica afirma ser “lamentável que, apesar dos esforços contínuos para facilitar a mobilidade das pessoas, alguns indivíduos optem por desrespeitar as regras e prejudicar o sistema como um todo. É fundamental que todos os passageiros compreendam a importância de contribuir de forma justa para o funcionamento do transporte público.”
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