Três pessoas de uma mesma família foram assassinadas na noite esta segunda-feira numa comunidade conhecida como "Beco do Açúcar", ao lado do Mercado Municipal de São Cristóvão (Grande Aracaju). Duas casas da localidade, onde as vítimas moravam, foram invadidas por um grupo de homens encapuzados e armados com facas, revólveres e escopetas. Eles chegaram aos locais a pé e, de acordo com o relato de testemunhas, arrombaram as portas e gritaram se identificando como policiais. Em seguida, eles abriram fogo contra as vítimas, que jantavam na hora da chacina.
Em uma das casas, o casal Gilvaneide dos Santos, 40 anos, e Nailson Oliveira Matos, 28, foi encurralado por aproximadamente seis homens. A mulher foi morta na sala e Nailson ainda tentou escapar, mas foi executado na rua. Em outra residência, outros dois bandidos mataram o pescador Claudiano dos Santos Dias, o "Cacau", 31, que era primo de Gilvaneide. Após o ataque, o grupo de atiradores fugiu correndo por um canal e um viveiro de camarões, que compõem uma área de difícil acesso. Várias crianças estavam na casa onde o casal foi morto, mas ninguém foi atingido. Sete delas eram filhos de Nailson e Gilvaneide.
O caso já começou a ser investigado pela polícia. Ontem, o delegado Alessandro Vieira, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou que a principal suspeita é de que o crime estaria ligado ao tráfico de drogas, devido ao suposto envolvimento das próprias vítimas. "Os familiares são os primeiros a saber que essas pessoas tinham envolvimento no tráfico. O Nailson era ex-presidiário, já era investigado pelo Denarc [Departamento de Narcóticos] pela prática de tráfico de entorpecentes, tinha se mudado para aquela localidade há pouco tempo e estava tentando assumir aquele ponto de vendas, mas sofreu uma represália do grupo que domina aquela área", disse o delegado, informando ainda que ‘Cacau’ e Gilvaneide também já eram investigados.
Ainda de acordo com Alessandro, alguns suspeitos da chacina já foram identificados e uma estratégia conjunta está sendo definida entre o DHPP, o Denarc e a Polícia Militar, com o objetivo de prender os assassinos e desarticular grupos criminosos que agem na sede do município.


