Milton Alves Júnior
A Superintendência da Polícia Federal em Sergipe confirmou no início da manhã de ontem que, em posse de decisão protocolada pela Justiça Federal, procedeu com o bloqueio de bens pertencentes a duas pessoas investigadas na Operação Warren. A medida operacionalizada é mais um desdobramento da ação policial que resultou na última quinta-feira, 14, no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão com objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no desvio de mais de R$ 1 milhão de recursos públicos federais destinados à reforma e ampliação de uma escola estadual em Sergipe.
De acordo com a corporação federal, a investigação teve início a partir de auditoria técnica realizada pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP), que identificou divergências entre os valores pagos e o efetivo avanço da obra. Consta nos autos que o grupo fraudava medições e documentos para simular a execução de serviços que não ocorriam na prática. Com a liberação dos pagamentos indevidos, os recursos eram transferidos para pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema para ocultar a sua origem ilícita. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 1 milhão.
“O esquema contava com a participação de empresários, um servidor público responsável pela fiscalização da obra e interpostos utilizados para a movimentação financeira. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, desvio de recursos públicos, fraude na execução de contrato administrativo, corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica”, informou a PF/SE. Sobre a intervenção desta sexta-feira, até o momento foram bloqueados dois apartamentos e veículos automotores vinculados aos investigados. Os bens poderão ser utilizados para recomposição dos danos decorrentes das condutas investigadas, cujo prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 milhão.


