A Polícia Civil instituiu a Comissão de Custódia da Delegacia-Geral. A proposta é retirar os objetos apreendidos que se encontram nas delegacias e que não tiveram qualquer destinação dada seja pela polícia, seja pelo Judiciário. A comissão foi instituída há pouco mais de um mês.
De acordo com a coordenadora das delegacias da capital, Rosana Freitas, o objetivo inicial da comissão é a retirada de veículos sem vinculação com processos judiciais ou procedimentos policiais que, após uma pesquisa minuciosa, estão sendo encaminhados ao Detran para fins de leilão ou destruição.
“A comissão de custódia tem como objetivo, auxiliar as unidades policiais no levantamento de informações acerca, essencialmente, de veículos que são bens de maior volume, que ficam amontoados nas delegacias, causando uma série de transtornos. O objetivo é fazer esse levantamento, identificar os veículos que não têm vinculação com processos, nem com procedimentos policiais e dar uma destinação”, reforçou.
Nos dias 26 e 27 de maio, ocorreu a retirada de 74 motocicletas da Delegacia de Umbaúba. Além de Umbaúba, foram visitadas as unidades de Cristinápolis, Lagarto, Itabaiana, Barra dos Coqueiros e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). A prioridade são as unidades que têm maior número de objetos apreendidos e os objetos de maior porte, que mais chamam a atenção e que mais ocupam os pátios.
Conforme mencionou Rosana Freitas, a comissão faz parte de um projeto maior que visa solucionar um problema histórico na Polícia Civil relacionado à custódia de objetos. “Foram feitas tratativas com o Tribunal de Justiça para que haja uma destinação com relação aos bens vinculados a processos judiciais e também foram feitas tratativas com o Detran/SE com uma empresa que já o auxilia na destinação desses bens”, evidenciou.
Polícia cria Comissão de Custódia para gestão de bens apreendidos nas delegacias de polícia


