Milton Alves Júnior
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Denominada Operação Apate, agentes da Polícia Civil abordaram e prenderam na manhã de ontem três mulheres e um homem acusados de serem integrantes de uma associação criminosa especializada em furtos qualificados cometidos em diversos estados brasileiros. Conforme revelado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), no momento da abordagem – ocorrida na BR-101, no município de São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju -, o quarteto estava em posse de documentos de identificação falsas. Com base em denúncias anônimas, desde o ano de 2023 o trabalho de investigação foi coordenado pela delegada Gisele Martins.
Procurados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o monitoramento integrado entre as pastas pertencentes à Segurança Pública nacional começou após a quadrilha ter realizado o furto de joias pertencentes a uma joalheria localizada em um shopping da capital sergipana; este movimento criminoso foi protagonizado por duas mulheres. Ao realizar uma apuração sobre cada um dos suspeitos detidos, foi possível identificar que elas já possuíam antecedentes criminais e eram egressas do sistema prisional. Para cumprir a ordem judicial foi preciso mobilizar profissionais com atuação na Delegacia Especial de Turismo (Detur), e na Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).
A ação contou ainda com o apoio de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A intitulação, ‘Operação Apate’, recebeu esse nome por fazer referência à palavra grega ‘mentira”, em alusão à prática constante dos investigados de tentarem enganar as autoridades. Pela Superintendência da Polícia Civil foi destacado ainda que no momento da vistoria – no veículo em que estavam -, foi encontrada e apreendida uma grande quantidade de produtos obtidos através dos furtos. O material estava empilhados até o teto do veículo em que viajavam. O trajeto entre a região sudeste e o estado de Sergipe era de conhecimento sigiloso por parte do setor de inteligência da PCSE.
“Com a informação de que retornariam a Sergipe, a Polícia Civil acionou a PRF, que interceptou o veículo no posto da BR-101, onde cumpriu os mandados de prisão. As investigações apontaram que o grupo utilizava dispositivos para desativar sistemas de segurança, como etiquetas antifurto, e atuava em lojas de departamentos, joalherias, supermercados, estabelecimentos de eletrônicos, cosméticos, entre outros, em várias cidades brasileiras”, disse a delegada Gisele Martins. Devido a possibilidade de haver mais integrantes na associação criminosa, os trabalhos de investigação permanecem por tempo indeterminado. Os nomes das quatro pessoas presas ontem não foram revelados.


