Polícia registrou 139 mortes em confrontos desde janeiro

 

Gabriel Damásio
A Secretaria da Segu
rança Pública (SSP) 
registrou um total de 139 mortes ocorridas em confrontos ocorridos durante operações das polícias Civil e Militar. Os dados, levantados a pedido do JORNAL DO DIA pelo Centro de Estatísticas e Análise Criminal (Ceacrim), se referem ao período entre janeiro e novembro deste ano. Eles apontam ainda que houve uma ligeira alta em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 132 mortes. 
Praticamente todos os casos se referem a suspeitos que são alvos de mandados de prisão expedidos pela Justiça, e que acabam reagindo à ação policial, provocando tiroteios com as equipes policiais. Os suspeitos chegaram a ser levados para hospitais e prontos-socorros, onde as mortes foram constatadas, e em todos os casos, tiveram armas apreendidas, como pistolas e revólveres. 
O balanço inclui também dois casos de policiais que acabaram mortos em serviços, durante confrontos com criminosos. O primeiro foi o do soldado Genésio Monteiro da Cruz, 30 anos, baleado enquanto abordava um suspeito armado, ao final de uma cavalgada ocorrida em 25 de agosto, no povoado Pedrinhas, em Areia Branca (Agreste). O segundo foi o do agente de polícia José Alexandre dos Santos, o ‘Zeca Diabo’, 68, esfaqueado durante uma diligência em Santo Amaro das Brotas (Vale do Cotinguiba). O autor do ataque estava escondido em um matagal e, ao matar o agente, acabou morto pelos outros policiais. 
Em nota, a SSP explica que as operações policiais em que há situação de confronto, em sua grande maioria, são pautadas em informações preliminares sobre pessoas envolvidas com a criminalidade e com uso de ferramentas de investigação e dos serviços das unidades de inteligência das polícias Civil e Militar. 
"Nossos agentes policiais agem no estrito cumprimento do dever legal e dentro das excludentes permitidas em lei. Neste ano, perdemos dois policiais, das nossas duas forças de Segurança, na defesa da sociedade e no exercício de suas funções. Nossas polícias primam pela legalidade, mas nas situações de confronto com a criminalidade, não hesitam em defender suas próprias vidas, da sociedade e a imagem de suas instituições", diz a secretaria, assegurando que as polícias atuam "com respeito ao que é determinado em lei e na defesa do que mais importa, o cidadão de bem".
Na semana passada, o JORNAL DO DIA, mostrou que houve 18 confrontos armados entre policiais e criminosos em todo o estado, desde o dia 31 de outubro, o que dá uma média de uma ocorrência a cada dois dias. As operações das polícias Civil e Militar resultaram em 21 suspeitos mortos e dois feridos, além de cinco prisões. O caso mais recente aconteceu na última quinta-feira, em Nossa Senhora das Dores, onde equipes da Civil tentaram prender o casal Robério Feitosa dos Santos, 29 anos, e a esposa dele, Maria Risonere da Silva, a "Paulinha", 45. Eles morreram baleados em um tiroteio com os policiais e estavam com duas armas.

Gabriel Damásio

A Secretaria da Segu rança Pública (SSP)  registrou um total de 139 mortes ocorridas em confrontos ocorridos durante operações das polícias Civil e Militar. Os dados, levantados a pedido do JORNAL DO DIA pelo Centro de Estatísticas e Análise Criminal (Ceacrim), se referem ao período entre janeiro e novembro deste ano. Eles apontam ainda que houve uma ligeira alta em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 132 mortes. 
Praticamente todos os casos se referem a suspeitos que são alvos de mandados de prisão expedidos pela Justiça, e que acabam reagindo à ação policial, provocando tiroteios com as equipes policiais. Os suspeitos chegaram a ser levados para hospitais e prontos-socorros, onde as mortes foram constatadas, e em todos os casos, tiveram armas apreendidas, como pistolas e revólveres. 
O balanço inclui também dois casos de policiais que acabaram mortos em serviços, durante confrontos com criminosos. O primeiro foi o do soldado Genésio Monteiro da Cruz, 30 anos, baleado enquanto abordava um suspeito armado, ao final de uma cavalgada ocorrida em 25 de agosto, no povoado Pedrinhas, em Areia Branca (Agreste). O segundo foi o do agente de polícia José Alexandre dos Santos, o ‘Zeca Diabo’, 68, esfaqueado durante uma diligência em Santo Amaro das Brotas (Vale do Cotinguiba). O autor do ataque estava escondido em um matagal e, ao matar o agente, acabou morto pelos outros policiais. 
Em nota, a SSP explica que as operações policiais em que há situação de confronto, em sua grande maioria, são pautadas em informações preliminares sobre pessoas envolvidas com a criminalidade e com uso de ferramentas de investigação e dos serviços das unidades de inteligência das polícias Civil e Militar. 
"Nossos agentes policiais agem no estrito cumprimento do dever legal e dentro das excludentes permitidas em lei. Neste ano, perdemos dois policiais, das nossas duas forças de Segurança, na defesa da sociedade e no exercício de suas funções. Nossas polícias primam pela legalidade, mas nas situações de confronto com a criminalidade, não hesitam em defender suas próprias vidas, da sociedade e a imagem de suas instituições", diz a secretaria, assegurando que as polícias atuam "com respeito ao que é determinado em lei e na defesa do que mais importa, o cidadão de bem".
Na semana passada, o JORNAL DO DIA, mostrou que houve 18 confrontos armados entre policiais e criminosos em todo o estado, desde o dia 31 de outubro, o que dá uma média de uma ocorrência a cada dois dias. As operações das polícias Civil e Militar resultaram em 21 suspeitos mortos e dois feridos, além de cinco prisões. O caso mais recente aconteceu na última quinta-feira, em Nossa Senhora das Dores, onde equipes da Civil tentaram prender o casal Robério Feitosa dos Santos, 29 anos, e a esposa dele, Maria Risonere da Silva, a "Paulinha", 45. Eles morreram baleados em um tiroteio com os policiais e estavam com duas armas.

 

Compartilhe esta notícia