Gabriel Damásio
A Polícia Civil investiga o assassinato de uma turista mineira que foi encontrada morta na Praia de Aruana (zona de expansão de Aracaju), entre o "Banho Doce" e o antigo Hotel Parque dos Coqueiros. A técnica de enfermagem Cleuza Lourenço Machado, 49 anos, que era de Sete Lagoas (MG), estava passeando na capital desde a segunda-feira passada e não tinha sido mais vista desde as 17h30 de sábado, quando saiu do hotel onde estava hospedada , na Orla de Atalaia. O corpo foi descoberto ao amanhecer do domingo, estendido na areia, sem nenhuma roupa e com marcas roxas em volta do pescoço.
Cleuza estava acompanhada por uma amiga, com quem tirava 15 dias de férias. A acompanhante ficou bastante chocada ao reconhecer o corpo da vítima. Ela disse à polícia que a técnica saiu do hotel dizendo que iria tomar um banho de mar e ver o pôr-do-sol, usando roupas de banho e uma bolsa com documentos e dinheiro. Depois de deixar o hotel, Cleuza não voltou mais, o que fez a amiga avisar do desaparecimento à polícia. Algumas buscas chegaram a ser feitas pela Polícia Militar por toda a extensão da Orla e das praias, mas a mineira não foi achada.
O delegado Antônio Sérgio Pinto, da 3ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informa que, no local onde estava o corpo de Cleuza, apenas os documentos dela foram encontrados, não sendo achadas roupas ou quaisquer pertences dela. Isso faz a polícia investigar a hipótese de ter havido um latrocínio (roubo seguido de morte), mas sem descartar a possibilidade de um estupro seguido de homicídio. Ele acredita que a vítima pode ter reagido e lutado contra seu assassino, enquanto era esganada, o que é indicado pela forma como o corpo foi abandonado e pelas marcas roxas encontradas no pescoço da vítima.
O Instituto Médico-Legal (IML) confirmou ontem que Cleuza morreu por asfixia mecânica, mas não respondeu se houve ou não violência sexual, o que só ficará esclarecido com a conclusão do exame de necropsia. Ontem de manhã, três parentes da técnica chegaram em Aracaju para fazer a liberação do corpo no IML. À tarde, eles embarcaram com o caixão da técnica para Belo Horizonte. O sepultamento acontece hoje em Sete Lagoas, na região metropolitana da capital mineira.
Sérgio disse também que a polícia está buscando testemunhas e imagens gravadas por câmeras de circuitos internos de TV que ficam no trajeto percorrido pela turista até ela ser morta – principalmente no "Banho Doce" e na Passarela do Caranguejo. O local onde Cleuza morreu é bem próximo ao ponto onde foi encontrado o corpo do taxista Carlos Augusto de Almeida, 52 anos, assassinado em 23 de fevereiro por dois adolescentes de classe média alta que queriam roubar e vender seu carro. A dupla está apreendida na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip).

