Preços disparam no mercado

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Com 20% de aumento nos preços dos pescados, a Semana Santa do aracajuano será mais salgada financeiramente. Em busca de preços menores, nos últimos dois dias muitos consumidores foram até o Mercado Albano Franco e se depararam com outros produtos inflacionados. Há menos de 15 dias para o início das comemorações religiosas, o quilo da pescada branca custa em média R$ 16, a vermelha é comercializada por R$ 22, e o quilo do camarão pistola não é encontrado por menos de R$ 30. Essencial para o preparo de algumas receitas, o coco ralado, que antes custava R$ 2, apontou como o vilão deste ano com um aumento superior a 70%. A unidade do produto é comercializada por R$ 3,50.
Sem o adicional lucrativo dos vendedores, no atracadouro das embarcações que fica instalado em frente ao Mercado Central de Aracaju, os pescados são vendidos com preços mais baixos e recém retirados do mar. De acordo com o feirante Antônio Mota dos Santos, os valores cobrados em mercados, feiras livres e redes de supermercado são modificados mediante as mudanças que são feitas pelos próprios vendedores. "Realmente está tudo mais caro, bem mais caro que no ano passado. No atracadouro é mais em conta, mas aqui a gente já entrega o peixe sem escama e cortado da forma que o freguês quiser. É um preço um pouco maior, mas ninguém vai ter trabalho pra tratar", disse.
Paralelo ao significativo aumento do coco, batata e tomate, o custo de outras espécies de mariscos está contribuindo para que os consumidores optem em comprar os peixes em menor quantidade. Esse é o caso da arraia que subiu de preço 35%, atum 15%, salmão 10% e pirapema 26%. Dias de bons lucros para uns, e dor de cabeça para outros. Dona de um restaurante especializado em fornecer marmitas, a empresária Elizabeth Soares apontou este período como o menos lucrativo para o setor. Segundo ela, o pedido por mariscos triplica nos dias que antecedem a Semana Santa e o cardápio é alterado a fim de satisfazer aos desejos dos clientes.
"Muita gente realmente compra menos, ou até passa a comprar carne de boi. Eu não tenho alternativa. Geralmente fazemos dois tipos de peixe por dia e a escolha é feita pelo cliente. Não repassamos esse aumento nos preços para as pessoas porque sabemos que esse tipo de disparo nos valores é temporário", afirmou.
Ainda de acordo com Elizabeth, desde o início do mês passado vem realizando encomendas em mercados diferentes. O intuito é encontrar preços reduzidos nos variados tipos de peixe e camarão. "Muita gente faz isso e garanto que nos anos anteriores até valia a pena. Compro aqui no Albano Franco, ali no atracadouro e até em Pirambu. Tento economizar, mas não adianta os preços estão bastante semelhantes esse ano", pontuou.

Bacalhau – Principal tipo de peixe consumido na Semana Santa (conforme dados do Ministério da Pesca), o bacalhau foi o peixe que menos apresentou aumento no preço. Até o último fim de semana o quilo desse pescado no Mercado Albano Franco não passava de R$ 20, hoje, o produto não é encontrado por mais de R$ 26. A perspectiva por parte dos vendedores é que a procura por estes alimentos registre aumento já a partir da próxima quarta-feira, 09. Independente do maior fluxo de consumidores nesses centros comerciais, os atuais valores não devem registrar novas inflações.

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