Milton Alves Júnior
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Com os preços de hortaliças estabilizados há mais de 15 dias nos principais centros alimentícios de Aracaju, consumidores voltam a comprar em grande quantidade de forma à vista e torcem pelo não aumento da cesta básica na capital. Apesar da baixa variação de até R$ 0,20 para mais ou para menos, o tomate votou a reduzir o preço e registra uma queda de até 10% se comparado à semana passada. Antes custando R$ 2,50 o quilo, o alimento bastante utilizado em saladas e preparo de demais refeições é vendido hoje em média de R$ 2,20. Para alguns comerciantes, aumentou o número de clientes que deixaram os hipermercados e estão comprando no Mercado Albano Franco ou na Ceasa.
Trabalhando na Central de Abastecimento de Aracaju há mais de 15 anos, o vendedor de verduras Alisson Oliveira disse que os preços estão contribuindo para que mais pessoas optem pelas feiras livres como forma de economizar, levar mais e consumir alimentos de qualidade. "Estamos no fim do mês e com as pessoas recebendo os salários estão comprando aqui com maior frequência, mas isso se dá também aos preços que estão mais em conta e pela não necessidade de gastar no cartão. Espero que fique assim por muito tempo", disse. Mantendo a média semanal, a cebola custa R$ 1,50 o quilo; a batata, R$ 2,50; e o feijão preto, R$ 4,50.
A depender da qualidade e tamanho, os preços podem ser inflacionados entre as barracas. Nas feiras realizadas em ruas de bairros e credenciadas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), os preços dos alimentos registram alta se comparados ao Ceasa, por exemplo. Para a vendedora Neide dos Santos, que comercializa no bairro Suíssa, as taxas cobradas para uso do solo são altas e são repassadas para os clientes através dos produtos. "Infelizmente esse é o único jeito de sobreviver vendendo aqui. Os preços não são abusivos, apenas mais altos que as centrais de abastecimento", afirmou. Entre os alimentos que voltaram a registrar redução nos preços está a cebolinha, R$ 0,90 o molho; e a macaxeira, R$ 1,80, o quilo.
No setor de frutas o consumidor encontra a dúzia da banana por um preço médio de R$ 3,50; a pêra, considerada a fruta com menor custo da segunda quinzena de novembro é vendida quatro por R$ 2; e a laranja, com uma redução de R$ 2, é vendida hoje a 100 unidades por R$ 12.
Organização – Devido ao grande movimento de pessoas nos finais de semana, o número de funcionários da Emsurb, órgão responsável pela administração do espaço, foi aumentado e conta com aproximadamente 20 servidores. A expectativa por parte da Prefeitura de Aracaju é que a cada semana será realizada uma limpeza geral nos corredores, frigoríficos, banheiros e nas bancas utilizadas para armazenar os alimentos. "Aqui no Mercado Albano Franco tem muita coisa pra melhorar ainda, mas não podemos negar que desde o início do ano melhorou um pouco mais. Isso é bom porque quanto mais limpo, mais pessoas se sentem tranquilas pra comprar aqui e ISS é bom pra gente", declarou o vendedor de cana, Lúcio Marques.

