Presidente de cooperativa é suspeito por morte de taxista

A Polícia Civil prendeu, ao início da manhã de ontem, três suspeitos do assassinato do taxista Adelmo Torres Rocha Júnior, 30 anos, que foi executado no dia 4 de março deste ano, em frente à Praça de Eventos do Conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). As buscas foram realizadas no próprio Marcos Freire por agentes da 4ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em cumprimento a mandados de prisão temporária expedidos pela 1ª Vara Criminal de Socorro. Os presos foram interrogados por todo o dia na sede do departamento, no Centro, e depois transferidos para a carceragem da 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM), no conjunto Augusto Franco.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que, entre os detidos, está o presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros de Socorro (Coopertalso), Leônidas Silva dos Anjos, o ‘Léo’. Segundo as primeiras informações divulgadas, ‘Léo’ é apontado como o mandante da morte de Adelmo. Os outros acusados foram identificados como Herycson Douglas e Gustavo Vitório de Oliveira. Ainda segundo a polícia, um deles seria o autor do tiro que matou a vítima e o outro é apontado como o motorista do carro usado para dar fuga ao atirador. No entanto, ainda não está claro para os policiais como foi a participação de cada um deles. Os três detidos negam qualquer participação do crime.

No dia do crime, testemunhas informaram que o homem armado se passou por um passageiro e embarcou no lotação de Adelmo ainda no centro da capital. Ao terminar a corrida, já no Marcos Freire 2, o taxista separava o troco para dar ao passageiro, quando levou um tiro na cabeça e morreu na hora. Relatou-se ainda que o assassino, então no banco de trás do táxi, correu para o outro carro que esperava por ele, no qual fugiu. A delegada Maria Zulnária Soares, responsável pelo caso, não deu outros detalhes sobre as investigações, que duraram dois meses. A previsão é de que o inquérito policial do caso seja concluído em até 10 dias e entregue para análise de Ministério Público. 

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