Dois detentos do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, ficaram feridos durante um princípio de rebelião na unidade, no último sábado. A confusão começou quando os presidiários detidos na Ala A do Pavilhão 5 tentaram render os agentes, que reagiram e dispararam tiros não letais [de borracha]. A situação evoluiu para um tumulto, porque os internos quebraram todas as grades das celas e usaram colchões como escudos para acessar a grade principal e proteger-se dos tiros não-letais.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) confirmou que, por causa desta situação, foi necessário o uso de armas de fogo dos policiais penais para controlar a rebelião. Os detentos baleados tiveram ferimentos leves, foram atendidos no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e passam bem.De acordo com o órgão, a ação dos policiais penais foi correta e atendeu ao chamado "uso progressivo da força".
A suspeita é que o motim tenha sido provocado pela insatisfação com a suspensão das visitas, medida adotada em todo sistema prisional para conter a contaminação por Coronavírus.Um procedimento administrativo foi instaurado para investigar a situação.


