Primeiro milagre de Santa Dulce dos Pobres foi em Itabaiana, cidade se tornou devota

Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa genuinamente brasileira, tem uma relação estreita com o Estado de Sergipe, sendo conhecida, especialmente, pelo início da sua vida religiosa na cidade de São Cristóvão. Mas, o que poucos sabem é que foi na cidade de Itabaiana, região agreste de Sergipe, que ocorreu um dos milagres comprovados pela Santa.

O processo da causa de canonização da religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce (1914-1992), foi iniciado em janeiro de 2000 e seu primeiro milagre foi validado pela Santa Sé em 2003, pelo então papa João Paulo 2º. Santa Dulce dos Pobres foi canonizada em 2019 em cerimônia chefiada pelo Papa Francisco, no Vaticano.

O milagre reconhecido teria acontecido na Maternidade São José, em Itabaiana, quando uma mãe, no pós-parto, teve uma hemorragia controlada devido às orações feitas em louvor a até então irmã Dulce. Logo após o parto, dizem dois relatórios de médicos que participaram do procedimento, a sergipana apresentou um quadro gravíssimo de hemorragia. Nos relatórios, os médicos afirmam que as possibilidades de tratamento se esgotaram ao longo das 28 horas em que a paciente foi submetida a três cirurgias, contudo, ela sobreviveu.

Pela versão apresentada e que sustentou a beatificação pelo Vaticano, a mudança no quadro ocorreu porque o padre José Almi de Menezes rogou à Irmã Dulce, de quem era devoto, o salvamento da paciente. Ele pediu que uma imagem da religiosa fosse levada à maternidade. Durante as orações, a hemorragia parou -o que, na associação feita pelos religiosos, se constituiu como o milagre reconhecido pelo Vaticano.

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