Professor é morto a facadas no Santos Dumont

O professor Albertino Pereira da Silva, 53 anos, que lecionava no Instituto Dom Fernando Gomes, foi encontrado morto na noite desta segunda-feira dentro de sua casa, no Loteamento Isabela Martins, bairro Santos Dumont (zona norte de Aracaju). Seu corpo apresentava marcas de golpes de facão no peito e no pescoço, além de sinais de espancamento. O crime pode ter acontecido por volta das 23h de domingo, mas tudo só foi descoberto quase 24h depois, quando um sobrinho da vítima, que é policial militar, pulou o muro da casa e encontrou ainda a casa revirada.

Três homens são apontados como autores do crime, que foi considerado um latrocínio (roubo seguido de morte). Um dos suspeitos é Rosiel da Silva Amaral, 19, que foi preso em uma rua do próprio bairro com o carro da vítima, um VW Gol branco de placa HZT-7743/SE. A princípio, ele negou ter cometido o crime e disse que havia comprado o carro no último final de semana. No entanto, ao depor durante a madrugada na Delegacia Plantonista, acabou admitindo que participou do crime com outros dois rapazes, que, segundo informações da 3ª Delegacia Metropolitana (Santos Dumont), são irmãos e estão foragidos – o pai deles é um policial militar reformado.

De acordo com o delegado Luciano Cardoso, Rosiel tinha livre acesso à casa de Albertino, chegando a ter uma cópia das chaves, e participou com o suspeito de festas que foram dadas pela vítima em sua casa desde a sexta-feira anterior ao crime. "Ele [Albertino] tinha contato de intimidade com estas três pessoas. Era comum esse tipo de comportamento. Tanto é que eles são próximos, praticamente da mesma comunidade. Começaram a fazer farra desde sexta-feira, passou o sábado e, no domingo, eles foram lá com o intuito de roubar", afirma Cardoso.

Além do Gol branco, outros objetos pessoais do professor foram encontrados na casa de uma ex-mulher de Rosiel, que mora em Malhador (Agreste). Lá, a polícia encontrou uma TV, um DVD, um aparelho de som e vários CD’s, os quais pertenciam igualmente à vítima. O acusado contou que não participou do crime e que os dois irmãos foram os responsáveis por atacar Albertino, na porta do banheiro da casa. Ele alegou também que foi comprar cerveja para o professor na companhia dos suspeitos e apenas "desconfiou" de que eles pretendiam roubar o professor. O delegado Luciano Cardoso disse que a participação efetiva de cada um dos acusados está sendo apurada por sua equipe.

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