Permanece por tempo indeterminado a paralisação dos professores da rede estadual de ensino que deliberaram durante assembleia da categoria a manutenção dos atos devido ao não repasse de 13,01% de reajuste salarial para todos os níveis. O encontro dos docentes mais uma vez foi na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em Aracaju, e reuniu mais de 300 professores. Na última segunda-feira, 19, uma comissão formada por representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), se reuniu com a cúpula de negociações do Governo de Sergipe que, por sua vez, apelaram pelo fim da greve que prejudica a 170 mil estudantes. Até amanhã outro encontro será promovido no Palácio dos Despachos.
Conforme avaliação realizada por especialistas da Secretaria de Estado da Educação (Seed), a greve aderida por mais de 12 mil profissionais da educação foi deflagrada em um período crítico devido à aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ainda segundo análise da secretaria, é preciso entender que o mundo passa por dificuldades econômicas e que existe obrigatoriedade do Estado respeitar integralmente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Devido a estas situações que chocam os interesses dos trabalhadores junto com os ideais do Governo de Sergipe, as aulas continuam sem ser ministradas e acumulando conteúdos metodológicos. Entendendo o atual momento de dificuldades administrativas, algumas escolas decidiram não aprovar a greve e continuar com as aulas.
Esse é o caso da Escola Estadual Gonçalo Rollemberg. Diante da resistência desta unidade, representantes do Sintese desde a quarta-feira da semana passada, quando a paralisação foi anunciada, tentam convencer os colegas a apoiar o movimento até que os pleitos sejam atendidos. Até o momento as investidas não surtiram nos esperados. Paralelo ao pedido de reajuste salarial, os docentes exigem qualificação estrutural das unidades escolares, contratação de novos professores para as salas de aula, ampliação da segurança em todas as instituições, além de mostrarem-se contra a proposta de municipalização de 40 escolas dedicadas ao Ensino Fundamental que atualmente são administradas pela Seed.
Para a presidente do Sintese, Ângela Melo, quem mantém ou acaba a greve é o trabalhador. "Nós que formamos a direção do sindicato apresentamos a realidade da nossa educação pública e como o governo tem tratado de dialogar nossas reivindicações. Depois dos pronunciamentos que também incluem os colegas que estão no auditório é que botamos as propostas para votação. Mais uma vez, a grande maioria decidiu pela permanência da greve e assim vamos respeitar os interesses da categoria", declarou. A nova assembleia dos professores será realizada na próxima segunda-feira, 25, na qual voltam a definir se continuam com a mobilização, ou se atendem aos anseios do governo Jackson Barreto de Lima. Ao ser informado sobre a decisão dos professores, o Estado lamentou a decisão.
Em breve análise feita pelo vice-governador Belivaldo Chagas quanto aos últimos anos no Estado, foram enaltecidos os avanços conquistados pela categoria, incluindo o pagamento dos pisos salariais referentes a 2013 e 2014. Na avaliação do gestor, é preciso que haja colaboração de ambas as partes a fim de conquistar progressos e evitar outros problemas. "Pedimos pelo fim da greve para que os estudantes não sejam ainda mais prejudicadas com essa paralisação que, de fato, chega em um momento de dificuldades não só para Sergipe, mas para todos os estados do Nordeste e do Brasil. Vamos continuar conversando por entender que juntos poderemos encontrar soluções para os impasses. O governo só pede a sensibilidade e compreensão de todos", destacou Chagas.


