Milton Alves Júnior
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Até a próxima sexta-feira, 22, todas as aulas ministradas por professores das redesestadual e municipal estarão indisponíveis para mais de 300 mil estudantes. A mobilização unificada ocorre devido aos sucessivos atrasos salariais, más condições de trabalho, falta de segurança dentro e nos arredores das unidades educacionais, além da falta de diálogo constante junto aos chefes executivos. Coordenados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), os servidores pretendem intensificar os protestos contra prefeitos, vereadores e gestores do Governo de Sergipe.
Dentro da programação, os educandos oficializaram que hoje irão realizar uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça, e amanhã promoverão uma caminhada dos professores e demais categorias, saindo da praça da Bandeira em direção ao centro da capital. Mesmo com o foco sendo os governos municipal e estadual, os servidores irão protestar contra as reformas nas leis trabalhistas propostas no último mês de agosto pelo presidente Michel Temer. Segundo análise dos docentes, o bloco de mudanças tende a resultar, apenas, retrocessos para os brasileiros.
Mesmo ciente dos problemas que serão gerados para os educandos, em especial aqueles que se preparam para enfrentar dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os sindicalistas esclarecem a necessidade de pressionar os governos na tentativa de conquistar progressos que beneficiem a todos em curto prazo. A direção do Sintese informa ainda que os professores da rede estadual amargam três anos sem reajuste do piso salarial (2012, 2015 e 2016). Em 2012 e 2015 apenas os professores com nível médio receberam o reajuste do piso salarial, o que alavancou a ‘quebra’ da carreira do magistério.
"Nós do Sintese temos a compreensão que pagamento de salário em dia é dentro do mês trabalhado, ou seja, os prefeitos devem pagar os salários dos professores no mais tardar no dia 30 ou 31 de cada mês. No entanto, muitos prefeitos não cumprem com isso e a cada mês pagam professores e professoras em datas diferentes chegando a 10, 20, 30 ou mais dias de atraso, gerando uma situação de angústia e insegurança entre os educadores. A situação é absurda e chocante", disse a diretora sindical, Sandra Morais.
A professora concluiu afirmando que: "em Aquidabã e Poço Verde parte dos professores ainda não recebeu o salário do mês de julho e uma média de 24 municípios não pagou aos professores o salário de agosto. Sempre falamos e continuaremos a repetir: prefeito nenhum, por qualquer que seja o motivo, tem o direito de reter o salário de trabalhadores, pois além de desrespeito é crime". A caminhada a ser realizada amanhã está com concentração marcada para as 14h. O movimento conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).


