Professores podem suspender aulas no segundo semestre

(Divulgação/Sintese)

Ao alegar falta de diálogo progressista com o governador Fábio Mitidieri, professores da rede estadual aprovaram indicativo de greve por tempo indeterminado. A medida busca pressionar a administração estadual para cumprir decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a retomada dos escalonamentos da carreira. Conforme deliberado em assembleia geral, no dia de hoje – a partir das 9h30, os profissionais farão vigília em frente à Secretaria de Estado da Educação (Seed), em Aracaju, para acompanhar uma audiência entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), a Seed e demais representantes do Governo.
Conforme destacado pela entidade sindical, a previsão é que durante a audiência pública sejam discutidas: negociação pelo cumprimento da decisão do STF e retomada dos escalonamentos, nos patamares de 2011; revogação da portaria inconstitucional que avalia as professoras e professores do tempo integral e necessidade de mudança no edital do último concurso público do magistério da Rede Estadual, para que as professoras e professores, aprovados na prova prática, tenham o direito de apresentar seus títulos. Foi destacado ainda que as aulas nesta sexta-feira, 12, acontecem sem nenhuma mudança.
“O que as professoras e professores querem é uma proposta da retomada dos escalamentos da carreira, nos patamares de 2011, conforme já reconhecido e assegurado pela Suprema Corte do país. A greve pode ser evitada, basta vontade política do Governo do Estado de Sergipe”, informou o sindicato. Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a direção do Sintese destacou que buscou a Secretaria de Estado da Educação, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e dialogou com o governador sobre a necessidade do cumprimento da decisão do Supremo e propôs que, a partir de um processo de negociação, se construa caminhos viáveis para a retomado dos escalonamentos.
“Deixamos elucidado, ao judiciário de Sergipe, que ainda era necessário e obrigatório que o Governo do Estado cumprisse a decisão do STF e retomasse a carreira do magistério. De abril para cá seguimos na busca para que negociação fosse reaberta, que o Governo apresentasse proposta e que fossemos construindo, conjuntamente, caminhos viáveis para a retomada dos escalonamentos. No entanto, nada foi iniciado. A categoria quer dialogar, quer negociar, basta que o governador também queira apresentar proposta, mas não havendo a negociação os professores decidiram que farão greve no início do segundo semestre”, afirmou o presidente do Sintese, professor Roberto Silva. (MAJ)

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