Programa de Defesa do Consumidor nos bairros

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

O Ministério Público Estadual (MPE) promoveu na tarde de ontem a primeira edição do programa ‘Defesa do consumidor na comunidade’. A iniciativa do órgão de fiscalização tem por objetivo atuar em parceria dos moradores a fim de inviabilizar serviços e cobrança irregulares que são repassados aos consumidores. A ação que teve início no Bairro América, em Aracaju, conta com o apoio da Secretaria Municipal da Defesa Social e Cidadania (SEMDEC), e do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Durante o evento foi possível fiscalizar alguns estabelecimentos comerciais, promover uma palestra para o público presente, além de realizar um mutirão de atendimentos.

De acordo com a promotora de justiça Euza Missano, o programa foi projetado diante do número de reclamações oficializadas pelos aracajuanos junto ao MPE contra variados pontos comerciais. Para Missano, essa foi a opção mais compacta para que os departamentos envolvidos no programa possam contribuir para a solução dos problemas mais constantes. "Foi preciso adotar essa medida para que a gente compareça nessas comunidades mais carentes e possa conversar com as pessoas e identificar in loco todos essas reclamações. É preciso estreitar essa distância entre os consumidores e o Ministério Público", disse. Questionada sobre o número de denúncias, a promotora garantiu que a tendência é aumentar com essas ações populares.
"A partir do momento que a gente sai do órgão e vai até a casa das pessoas, as pessoas se sentem mais a vontade para denunciar determinada situação que avaliou ser lesada. É preciso que a população continue denunciando na sede do MPE", pontuou. Entre as reclamações mais constantes estão as operadoras de telefonia fixa, móvel e provedores de internet; cartões de créditos; e financiamentos.
Quem esteve presente no evento foi atendido de forma clara e objetiva por parte dos técnicos organizadores. Foi assim que avaliou o auxiliar de segurança, Ulisses Ferreira dos Santos. Para ele muitas pessoas não tem condições de seguir até o MPE ou Procon com o intuito de buscar seus direitos. "Meu tempo mesmo é muito apertado pra sair daqui e ir até lá na sede pra tentar falar com a promotora. Fiquei satisfeito com essa medida porque encontramos todos eles em só lugar. Mesmo com o Ministério Público agora mais perto de mim, nunca dava tempo pra almoçar, ir lá prestar minha queixa e voltar para o trabalho", afirmou.

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