O Projeto Caminhos para a Dignidade, voltado a pessoas em situação de rua e migrantes, terá sede na capital sergipana. O local que vai concentrar as atividades do projeto é um prédio no bairro Siqueira Campos, concedido pela Arquidiocese de Aracaju, após tratativas entre o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), Associação Cirineus, Projeto Banho para Todos, Cáritas Arquidiocesana e arcebispo metropolitano Dom Josafá Menezes. A assinatura do contrato de comodato será realizada em breve.
O procurador do Trabalho Adroaldo Bispo, coordenador do Projeto Caminhos, afirma que o espaço vai permitir um acompanhamento permanente, além de ampliar as ações. “Nós percebemos que, para garantir não só a continuidade e a conclusão das qualificações profissionais, bem como a permanência e a estabilização dessa população vulnerável, é necessário um acompanhamento permanente e um trabalho psicossocial, para que seja garantida não só a qualificação e encaminhamento, mas a permanência dessas trabalhadoras e trabalhadores no mercado de trabalho. Com isso, esperamos a verdadeira superação da situação de vulnerabilidade”, afirmou o procurador.
Para que a sede comece a funcionar, são necessárias reforma e adaptações estruturais no espaço. Nesta terça-feira (31), os arquitetos Thaisa Penalva e Alan Oliveira, da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), parceira da iniciativa, apresentou o projeto de intervenções no prédio, que possui dois pavimentos. “É uma edificação que está abandonada há um tempo, então conversamos sobre a necessidade de levar um profissional engenheiro para tentar recuperar. O projeto apresentado tem uma interferência mínima na edificação e vamos trabalhar com alvenarias que sejam mais sustentáveis e mais práticas de aplicar. Outra preocupação é com a acessibilidade, que a edificação não tem, e também incluímos no projeto”, explicou o arquiteto Alan Oliveira.
O espaço terá áreas de acolhimento, auditório, espaço de convivência, laboratório de informática, salas de capacitação, refeitório e uma cozinha escola, que fornecerá refeições comercializadas no restaurante, também instalado no prédio, para auxiliar nos custos com a manutenção do projeto.


