Protesto fecha acesso às praias do Litoral Sul

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Em um novo protesto realizado na manhã de ontem, os moradores de Estância bloquearam por cinco horas a rodovia estadual Ayrton Senna (SE 100) no trecho que linha Aracaju a Linha Verde.
O protesto foi iniciado logo nas primeiras horas do dia e mobilizou várias comunidades da região centro-sul do estado que atearam fogo em pneus na pista bloqueando os dois lados da via.
Representantes da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (CPRv) e do Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER) estiveram n local e a via só foi liberada no início da tarde com a garantia de que será iniciada a construção de lombadas no local até sexta-feira, 13.  
 "O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes na região e queremos fazer um alerta de que é necessária a adoção de medidas para assegurar um trânsito mais seguro. Esperamos que o DER cumpra o prazo e instale os redutores antes do carnaval, quando o tráfego aumenta muito por causa da proximidade das praias e a pista fica ainda mais arriscada", diz Luiz Carlos Fasanela, da Associação Comunitária dos Moradores do Abaís.

Este é o segundo protesto em menos de um mês. Na semana passada, os moradores fecham o acesso ao trecho na altura do km 151, na BR 101, como forma de pressionar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a instalar passarelas no local.
De acordo com os moradores os acidentes são constantes. O mais recente ocorreu no final do mês passado, com a morte do motociclista Janailson Casimiro Santos, 37 anos. Durante o protesto, os moradores alertaram que  os redutores de velocidade e uma melhor sinalização das vias de acesso ao município podem ajudar a reduzir o número de acidentes e atropelamentos na região.

Eles cobram que além da construção de quebra-molas, há necessidade de que sejam construídas as três passarelas em outros trechos para que seja dada a segurança necessária aos pedestres.
Segundo os moradores, técnicos e engenheiros do Dnit chegaram a ir no município ano passado para a avaliação dos locais exatos onde seriam construídos os quebra-molas e passarelas, mas não houve andamento e a travessia continua perigosa.
Conforme relatos dos moradores, além da rodovia estadual SE 100, o km 151, na BR 101, também precisa de uma solução definitiva para reduzir as estatísticas de acidentes.
Ainda sobre a rodovia federal, os moradores dizem que em abril do ano passado o Dnit assinou documento formalizando um acordo com a população para executar serviços de construção das passarelas até 30 de janeiro deste ano, prazo que não foi cumprido.

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