Protesto pede pressa na resolução de crime

Cerca de 80 integrantes do Movimento SOS Emprego protestaram ontem em frente ao Palácio de Despachos, na Avenida Adélia Franco, para pedir agilidade no processo criminal que investiga as causas e os autores do homicídio sofrido pelo então líder do SOS Emprego, Clodoaldo Santos Melo. De acordo com os manifestantes, é preciso que a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) intensifique o monitoramento.

Na semana passada o grupo também já havia promovido outro ato público semelhante quando, diante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitou o apoio da seccional Sergipe. Segundo a militante Elisângela dos Santos, todos seguem de luto pela perda violenta, mas encontram forças para permanecer na luta por justiça. A promessa do Movimento é apenas cessar as mobilizações quando os suspeitos pela prática do homicídio sejam identificados, presos e encaminhado para alguma unidade do sistema prisional. No segundo momento, o SOS Emprego pretende reforçar as pressões durante o julgamento final dos acusados.

"Esperamos que o Governo do Estado cumpra a missão de punir aquele, ou aqueles responsáveis por este crime bárbaro que tanto mexeu com todos nós. Tratava-se de uma pessoa do bem e que trabalhava para melhorar a vida de todos nós. A luta vai continuar até a última instância. Já pedimos o apoio da OAB, agora do governo e logo em breve será do Tribunal de Justiça", declarou. A Prefeitura da Barra dos Coqueiros e a Câmara Municipal da cidade também já foram provocadas pelo grupo. Assim como ocorreu na última terça-feira, 20, durante a manhã de ontem agentes da Polícia Militar e da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), também estiveram no local acompanhando o movimento.

Clodoaldo Santos, conhecido como: ‘Barriga’, foi executado a tiros na porta de casa na tarde desta quinta-feira, 14, na Barra dos Coqueiros. O setor de inteligência da SSP pede que, caso alguém possua qualquer informação sobre o crime, estas pessoas devem entrar em contato pelo telefone 181 – Disque Denúncia. O anonimato da denúncia está garantido. (Milton Alves Júnior)

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