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O presidente estadual do PSB, o deputado federal Valadares Filho, se reuniu ontem, no final da tarde com o governador Jackson Barreto (PMDB), no Palácio de Veraneio. Ele comunicou oficialmente que o PSB entregaria os cargos no governo: as secretarias da Educação, Esporte e Turismo.
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Valadares Filho colocou a situação nacional com relação à candidatura ao Planalto de Eduardo Campos, mas disse que o PSB continuaria aberto para o diálogo. Explicou que a sua posição servia para ter mais tranquilidade nas conversas que possam acontecer com relação às eleições deste ano. "Existe o sentimento de priorizar o projeto, pois temos responsabilidades com o PSB", afirmou.
Com JB 3
Segundo ele, as portas não ficaram fechadas com o governador. "Podemos ter novos diálogos", afirmou, enfatizando que Jackson Barreto disse que antes da reunião do próximo dia 11 de abril, quando o PSB pretende definir o seu rumo político nas eleições deste ano, eles voltariam a conversar.
Dever cumprido
O deputado saiu satisfeito da conversa com o governador, que começou por volta das 17h20 e encerrou antes das 19h30. Disse que foi uma conversa educada e cordial, e que Jackson entendeu as razões pelas quais o PSB deixava o governo, por ser uma questão partidária.
Prestando contas
Revela Valadares Filho que na próxima segunda-feira os três secretários do PSB – Belivaldo Chagas, Elber Batalha e Maurício Pimentel – irão ao Palácio entregar oficialmente os cargos ao governador e prestar contas das suas ações.
Candidatos
Ainda de acordo com Valadares Filho, Belivaldo Chagas e Elber Batalha já iam entregar os cargos até o dia 4 de abril, para ficarem habilitados a participar das eleições deste ano. Disse que Elber será candidato a deputado estadual e Belivaldo pode ser candidato a vice-governador.
JB
Na conversa com o presidente estadual do PSB, o governador disse da importância do partido permanecer na base aliada. E que ia trabalhar para ter a legenda no projeto político.
Ponto de vista 1
O ex-governador Albano Franco (PSDB) disse à agência Política Real, durante reunião de rotina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada essa semana, em Brasília, que o prefeito João Alves (DEM) deverá apoiar a reeleição do governador Jackson Barreto (PMDB). Avaliou que João Alves evitará um confronto com JB, que foi seu antigo adversário.
Ponto de vista 2
Albano disse ainda que o pré-candidato ao Senado, deputado federal Rogério Carvalho (PT), pode ser o candidato a vice de Jackson para que a senadora Maria do Carmo (DEM) dispute a reeleição na chapa majoritária de JB. E que o tucano revelou ainda que "era um aposentado da política", deixando claro que não será mais candidato nas próximas eleições.
Senado
Informa também o Política Real, que a indicação de Rogério Carvalho para ocupar uma vaga na chapa majoritária da reeleição de Jackson Barreto, durante reunião do Diretório Estadual do PT, no sábado passado, foi um "grande constrangimento para o PT nacional", porque a cúpula nacional contava que a viúva de Marcelo Déda, a Eliane Aquino, seria aceita como o nome de consenso do partido para a disputa ao Senado.
PSB-PSC
A agência informa ainda que com a candidatura presidencial do pastor Everaldo, que é o presidente nacional do PSC, o senador Eduardo Amorim (PSC) não poderá ir para a disputa ao Governo de Sergipe contra Barreto apresentando apoio a outro candidato. Diz que enquanto isso não se confirma, o senador Valadares (PSB), que já informara que iria definir sua candidatura ao Governo do Estado no próximo mês de abril, negocia para que Eduardo possa dar palanque ao presidenciável Eduardo Campos. E, com isso, ficar livre da cobrança partidária para concorrer ao governo. Ainda de acordo com a agência, Valadares não confirma esta articulação.
Apoiadores
Os senadores do PSDB Alvaro Dias (PR), Cyro Miranda (GO) e Flexa Ribeiro (PA) protocolaram, ontem de manhã, o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar denúncias envolvendo a Petrobras. Os três senadores de Sergipe assinaram a CPI: Eduardo Amorim (PSC), Maria do Carmo Alves (DEM) e o próprio Valadares (PSB).
Preocupação
O senador Eduardo Amorim, que assinou a CPI, lamentou que a maior empresa pública do País esteja passando por uma situação preocupante. "A Petrobras já foi avaliada em mais de R$ 500 bilhões. Atualmente, custa pouco mais de R$ 100 bilhões e está repleta de dívidas e problemas de gestão", afirmou.
O foco
As investigações da CPI deverão ser focadas em quatro temas: o processo de aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006; indícios de pagamento de propina a funcionários da estatal pela companhia holandesa SBM Offshore para obtenção de contratos junto à Petrobras; denúncias de que plataformas estariam sendo lançadas ao mar sem componentes primordiais à segurança dos trabalhadores e dos equipamentos; e indícios de superfaturamento na construção de refinarias.


