Centenas de usuários do setor de radioterapia da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, em Aracaju, seguem sem assistência especializada em virtude de nova pane operacional. O problema é que desde o último dia 21 de julho problemas no acelerador linear ainda não foram reparados e mais de 450 pessoas dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), estão órfãos das sessões realizadas, em média, 41 vezes por dia, conforme alega a direção da unidade hospitalar. Esta é a terceira vez em menos de quatro meses que o equipamento apresenta o mesmo problema. Os relatórios internos apontam problemas nos meses de abril e julho.
Em abril o sistema só foi reparado no mês seguinte, em maio; já no mês passado o aparelho parou duas vezes, na primeira voltou a funcionar em menos de um dia, já a segunda se arrasta até hoje e não há data, nem horário exato para o sistema ser reestabelecido. Para integrantes do Grupo Mulheres de Peito, a falta de investimento em manutenção rotineira e aquisição de novas máquinas têm contribuído diretamente para que quadros clínicos apresentem retrocessos cada vez mais prejudiciais à saúde dos pacientes. Sheyla Galba, representante do grupo, pede vistorias intensificadas por parte dos órgãos estaduais e federais de fiscalização.
“O grande problema dessas máquinas de radioterapias é que elas sempre estão quebrando e apenas quando o caos está estabelecido é que técnicos são acionados para analisar estes equipamentos que estão bastante gastos em virtude da alta demanda de atividades. Pedimos que o Ministério Público e o Tribunal de Justiça estejam atentos a estas sucessivas paralisações dos atendimentos por causa de máquina quebrada”, declarou. De acordo com o Hospital de Cirurgia, os profissionais gabaritados para promover o conserto da máquina já foram acionados, e, assim que a interferência for sanada, todos os pacientes que tiveram as sessões canceladas terão o procedimento imediatamente reagendado conforme a respectiva disponibilidade. (MAJ)


