Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostrou que o pagamento de royalties do petróleo e gás natural para o estado ficou em R$ 6 milhões, em abril deste ano, referente à produção do mês de fevereiro de 2018. O montante recebido foi 5% superior ao recebido no mesmo mês do ano passado (abril/2017), cujo repasse total havia sido de R$ 5,7 milhões. Na comparação mensal (março/2018), houve queda de 18,8%. Entretanto, no acumulado do ano, janeiro a abril deste ano, os repasses ultrapassaram os R$ 27 milhões, com crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Todas as variações aqui referidas são em termos absolutos, ou seja, sem considerar o efeito da inflação no período.
No quarto mês de 2018, os municípios de Japaratuba, Carmópolis e Aracaju apresentaram os maiores repasses de royalties, somando aproximadamente R$ 1,22, R$ 1,15 e R$ 1,06 milhão, respectivamente. Outros municípios como Divina Pastora, Estância e Itaporanga D’Ajuda, também apresentaram recebimentos elevados, sendo R$ 952, R$ 934 e R$ 924, respectivamente. Entre os demais municípios, Siriri, Pirambu, Riachuelo, Maruim, São Cristóvão, Brejo Grande, Areia Branca e Pacatuba, receberam royalties entre R$ 804 e R$ 649 mil, referentes à extração de petróleo e gás.
Financiamentos Imobiliários – Já o total dos financiamentos imobiliários concedidos no estado, no mês analisado, com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) foi de R$ 29,5 milhões, assinalando retração de 13,4%, na comparação com março de 2017. Entretanto, quando comparado com o mês imediatamente anterior, os financiamentos cresceram 33,6%, sem considerar o efeito da inflação no período.
O SBPE é integrado por instituições financeiras especializadas na concessão de financiamentos habitacionais, tendo como fontes de recursos os depósitos em caderneta de poupança e repasses dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Decompondo o montante dos financiamentos, observou-se que R$ 29,3 milhões, ou 99,5%, foram destinados à aquisição de imóveis residenciais e comerciais, enquanto que 0,5%, ou pouco mais de R$ 159,8 mil, corresponderam a tomadas de crédito para gastos com construção, aquisição de material de construção, reforma ou ampliação de imóveis.


