As chamadas falsas que representavam em média 45% do número total de ligações enviadas por mês para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) estão servindo de parâmetro para a análise das demandas recebidas nos últimos 30 dias pelas equipes da Central de Regulação. De acordo com dados estatísticos levantados no Serviço, houve redução do envio de trotes em quase 15%. Percentual esse que, segundo a superintendente do Samu, Conceição Mendonça, é resultado da campanha educativa "Sou Amigo do Samu#Não Passo Trote", realizada através do projeto "Amigos do Samu".
Trotes – Segundo a superintendente do Samu, só no primeiro semestre de 2015, das 85 mil chamadas para o ramal 192, mais de 35 mil foram trotes. Uma vez registrado no sistema informatizado utilizado pelo Samu, o número que representa uma chamada falsa é enviado para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe (SSP-SE), sob pena de serem tomadas as medidas cabíveis, uma vez que o envio de trotes é considerado crime.
"Chamadas falsas podem prejudicar muito o paciente que realmente precisa do atendimento pré-hospitalar móvel de urgência, sendo portanto essa a maior conseqüência de um trote. O perfil das pessoas que enviam chamadas falsas é variado, sendo a maior parte efetuado por adultos. Especialmente no período de férias há aumento do número de trotes enviados por crianças, daí a intenção de conscientizá-las sobre o não envio dessas chamadas para o Samu", acrescentou a gestora.
Ainda segundo estatísticas, o custo médio para cada saída de Unidade de Suporte Avançado do Samu (USA) é de R$ 3.500, enquanto que para uma Unidade de Suporte Básico (USB), de R$ 200. Recursos esses que devem ser utilizados para o atendimento preciso de um paciente que realmente necessite de assistência pré-hospitalar móvel de urgência.


