Sanfoneiro Zé Américo de Campo de Brito morre de câncer

O SANFONEIRO ZÉ AMÉRICO (Divulgação)

Milton Alves Júnior

O estado de Sergipe se despede a partir de hoje do cantor e sanfoneiro Zé Américo de Campo do Brito. Referência no âmbito cultural, há mais de 20 anos ele também era figura de destaque no Mercado Central de Aracaju, onde administrava um restaurante popular, sempre marcado pela gastronomia regional e forró ao vivo. A presença constante começou a mudar no ano de 2020 devido a pandemia provocada pelo coronavírus e pelo respectivo diagnóstico de câncer na garganta. O falecimento aconteceu na noite da última quarta-feira, 24, no estado de Santa Catarina.
O artista sergipano estava no Sul do país onde realizava uma cirurgia reparadora, mas não resistiu ao procedimento. Os detalhes sobre o velório e sepultamento ainda não foram informados pela família. Zé Américo nasceu no ano de 1955 e iniciou sua trajetória musical ainda no final da década de 60. Para adquirir sua primeira sanfona, precisou vender cabras e uma égua. Após um breve período se apresentando no estado de São Paulo, ele decidiu retornar para Sergipe em 1981, onde passou a se apresentar em Aracaju, consolidou seu nome no cenário musical.
Após a constatação do óbito, os trâmites foram procedidos e o corpo foi transferido para Curitiba e, em seguida para Aracaju, onde será velado. A previsão é que de que ele chegue à capital sergipana no início da manhã de hoje. A Prefeitura de Campo do Brito publicou nota de pesar: “reconhecido por sua contribuição à cultura sergipana, Zé Américo seguiu como símbolo de Campo do Brito e referência do forró autêntico, mantendo um vasto repertório que celebra a música nordestina e a tradição popular. Hoje, infelizmente, Campo do Brito e todo o estado de Sergipe se despedem de sua voz marcante: Zé Américo faleceu, deixando um legado eterno na música e no coração de seu povo.”
A Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Cultura, utilizou as redes sociais para lamentar a morte do artista. “A notícia, confirmada por familiares, deixa um vazio profundo na cultura nordestina. Natural de Campo do Brito, Zé Américo foi mais do que músico: foi símbolo de alegria, identidade cultural e resistência. Seu legado ecoará nas festas juninas, nas rodas de forró e na memória de todos que celebram a música nordestina. Nossos sentimentos à família enlutada e a toda comunidade forrozeira de Sergipe diante dessa perda inestimável. Que sua sanfona continue tocando nos corações de quem vive o forró”, manifestou.

Compartilhe esta notícia