Milton Alves Júnior
O Governo do Estado de Sergipe pretende anunciar em caráter breve e conclusivo, os reais motivos que levaram Clailton Feitosa Godoi, de 34 anos, à morte na manhã da última segunda-feira, 11. Apelando por ajuda, sob gritos de dor, o usuário do Sistema Único de Saúde esteve nas dependências do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), quando, segundo a direção da unidade, foi atendido pela equipe médica assim que a vulnerabilidade do cidadão foi diagnosticada. Amigos e familiares de Clailton Godoi alegam que a morte do paciente se fez possível diante de uma possível negligência da equipe médica.
Diante da repercussão a qual se estende desde o dia do ocorrido, no final da manhã de ontem a direção da Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou que a médica – a qual não teve a identidade revelada, responsável pelo serviço naquela ocasião – está temporariamente afastada das respectivas funções. A suspensão ocorre por tempo indeterminado e apenas deve obter desfecho administrativo após a conclusão do inquérito. Durante o velório do paciente familiares pediram apoio por parte do Tribunal de Justiça e de esferas federais para contribuir na investigação do sinistro. Para o amigo Luís Roberto é necessário punir com firmeza todos os responsáveis.
"É perceptível o quanto ele sofreu pedindo ajuda. Ele até poderia acabar morrendo, mas se ao menos a gente percebesse que os profissionais de lá correram para tentar salvar uma vida, a nossa dor da perda seria menor. Agora não queremos saber de desculpas esfarrapadas de gestores, queremos que os juizes, a Polícia Civil e o Ministério Público Federal acompanhem as investigações. É preciso punir todos aqueles que foram omissos com o cidadão que pedia ajuda", lamentou. De acordo com a SES, Claiton foi diagnosticado com dor torácica após consumo de substâncias químicas.
Por meio de nota pública a Secretaria de Saúde alegou que o quadro clínico fez com que ele fosse submetido a manobras de desfibrilação, compressões torácicas, intubação orotraqueal e droga vasoativa, mas veio à óbito às 12h33. Nenhuma outra informação complementar quanto ao processo de sindicância instaurado foi divulgado pela pasta; a perspectiva para conclusão do inquérito também não foi apresentada. Na avaliação prévia do superintendente do Huse, Luís Eduardo Prado, fica descaracterizado a negligência da equipe. As alegações se baseiam, segundo o gestor, com o histórico de ‘zelo’ dos profissionais perante os pacientes.
"Lamentamos o ocorrido, estamos investigando as causas, e não tenham duvidas de que se for comprovado algum tipo de irresponsabilidade por parte de algum profissional, este, ou estes, serão devidamente penalizados. Todas as medidas legais serão adoptadas", informou.

