Gabriel Damásio
A secretária estadual de Saúde, Mércia Feitosa, anunciounesta quinta-feira, 30, que mais 10 mortes causadas por complicações da gripe Influenza H3N2 foram confirmadas em Sergipe, aumentando para 11 o total de vítimas mortais da nova variante. De acordo com ela, os casos ocorreram em dias anteriores e estavam sob investigação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que confirmou a presença do vírus em amostras encaminhadas.
A primeira morte provocada pela doença em Sergipe também foi confirmada na última semana: uma mulher de 36 anos, moradora de Aracaju e portadora de bronquite asmática, que estava internada no Hospital Regional José Franco, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), onde morreu no último dia 20.
O órgão confirmou ainda que a maioria dos casos registrados no estado são de pessoas entre 20 e 29 anos, as quais representam 27,7% dos casos positivos até o momento. Os primeiros balanços do Lacen apontaram que o H3N2 já circula em 32 municípios sergipanos, com a maioria dos casos registrada em Itabaianinha (Sul), que enfrenta um surto da doença.
No entanto, a maior preocupação está em uma possível disparada dos casos da nova gripe em Aracaju, onde a taxa de transmissão de síndromes gripais está em 2,43% o que indica média transmissibilidade. De acordo com o Plano de Contingência ativado no dia 21, ele indica a abertura de unidades exclusivas para síndromes gripais, a fim de desafogar o atendimento nos hospitais e Unidades der Pronto Atendimento. A SES também se diz preocupada com o aumento da procura de pacientes com síndromes gripais em postos de saúde e urgências de hospitais e prontos-socorros em todo o Estado.
As autoridades de saúde alertam à população para adotar, mesmo nas festas de Ano Novo, os cuidados preventivos contra o vírus, tomando três atitudes principais e eficazes para evitar o contágio: o uso de máscara, a higienização das mãos e superfícies e manter o distanciamento social.
Outra orientação é de que as pessoas que apresentam sintomas gripais devem ficar em casa, o que pode evitar um possível agravamento do quadro clínico como também que o vírus seja transmitido a outros indivíduos. “É muito importante que a cadeia de transmissão seja interrompida, mas isso não depende apenas das ações dos gestores da saúde, é preciso também do engajamento da população. Então, nestas festas de fim de ano, vamos evitar as aglomerações”, orientou a secretária Mércia Feitosa.
A secretária lembra que Sergipe, a exemplo do que ocorre no país e no mundo, ainda enfrenta a pandemia do novo coronavírus, embora o momento atual sinalize para um maior controle do vírus, conforme atestam os números da Covid-19 no Estado. Além do H3N2, as autoridades de saúde também estão preocupadas com a nova variante Ômicron do coronavírus, que causa a Covid. Ainda não há casos confirmados desta variante em Sergipe.
Sintomas – Os sintomas do vírus Influenza A H3N2 são semelhantes aos da gripe sazonal que são febre súbita, tosse (geralmente seca), dor de cabeça, dores musculares e articulares, mal-estar, dor de garganta e coriza, mas tem o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em idosos e imunocomprometidos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a tosse pode ser forte e durar duas ou mais semanas.
No início da pandemia, os sintomas da Covid-19 eram febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar ou do olfato. O surgimento de novas variantes alterou a sintomatologia da doença. Assim, quando a Delta se espalhou pelo planeta, os sintomas mais comuns da doença passaram a ser febre, tosse persistente, coriza, espirros e dor de cabeça e garganta. A perda de paladar e de olfato deixou de ser relatada. Já a Ômicron traz outro padrão sintomático, segundo apontam os cientistas. Os infectados sentem dores pelo corpo, dor de cabeça e de garganta e, sobretudo, um cansaço extremo. (com SES)


