Quarta, 19 De Junho De 2024
       
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Secretário ameaça punir auditores


Publicado em 11 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


O secretário da Fazenda, João Andrade

O secretário de Estado da Fazenda, João Andrade Vieira da Silva, vai encaminhar ofício à presidência do Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco) manifestando preocupação pelas consequências negativas para a arrecadação estadual com a deliberação para que os auditores executem estritamente as tarefas para cumprimento das metas individuais, eximindo-se da execução das demais atividades inerentes à função.

Através de um comunicado distribuído aos auditores, o Sindifisco orientou a todos que executem "apenas as tarefas estabelecidas na portaria de metas individuais, para aferição da produtividade individual". Com a orientação, desde o último dia 1º os auditores trabalham para garantir a remuneração extra pelo cumprimento das metas individuais de arrecadação, porém, as demais atividades funcionais estão prejudicadas.

Conforme o comunicado do sindicato, a justificativa para a medida é "um ato político para sensibilizar o governo a atender a nossa reivindicação: incorporação da produtividade individual". De acordo com as primeiras apurações sobre os reflexos da atitude do sindicato sobre a receita estadual, no cruzamento dos dados relativos à emissão de autos de infração houve uma queda expressiva em relação aos últimos meses.

Punição – Preocupado com os efeitos danosos para o estado, a Secretaria da Fazenda expediu um comunicado ontem, alertando sobre as punições administrativas a que estão sujeitos os servidores que incorrerem em descumprimento do dever funcional, encaminhando os casos devidamente caracterizados para a Corregedoria da Fazenda. "É uma temeridade para as finanças de Sergipe o posicionamento adotado pelo sindicato para tentar pressionar o governo a atender o pleito da categoria. Até porque a demanda dos auditores é objeto de análise do Estado", disse João Andrade.

Segundo explicou o secretário, o movimento desencadeado desde o início do mês pode acarretar na queda da arrecadação, com reflexos nos índices da LRF, provocando um desequilíbrio financeiro que prejudicará o equilíbrio fiscal. "Procuramos sensibilizar a direção do sindicato alertando para as consequências da deliberação", frisou. 

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