Na impossibilidade de realizar os treinos presenciais, as atletas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica usam a tecnologia da internet, para manter os treinos em dia. As atletas sentem saudades do ginásio, mas a palavra de ordem é resignação. Nesses tempos assolados pelo novo coronavírus, a torcida é grande também para que não caia a conexão com a internet.
Enxergando a necessidade de isolamento pelo prisma positivo, a coreografa Bruna Martins, reflete que a seleção sairá engrandecida dessa dura experiência. "Estamos todos em casa, em família, abastecendo-nos de amor, energia e carinho. Continuamos fortes", afirma Bruna Martins, professora de balé e assistente da técnica Camila Ferezin.
Desde o início deste mês, as 10 ginastas da Seleção Brasileira iniciaram os treinos em regime de recolhimento. Cada uma delas executa os movimentos em frente à câmera do computador. Tudo é observado pelos membros da equipe multidisciplinar, responsáveis pela orientação de cada tarefa. Com o auxílio de um aplicativo, a tela se divide e cada uma das componentes da equipe visualiza as colegas e as treinadoras.
Claro que todas já sentem saudades do ginásio de Aracaju, onde costumam treinar, mas a palavra de ordem é resignação. "No dia 30, o primeiro de treinamento online, apanhamos um pouco do sistema. No segundo, funcionou bem melhor. No seguinte, foi bem tranquilo. Essa geração tem muita familiaridade com tecnologia e rapidamente nos organizamos para fazer face a esse desafio", diz Camila Ferezin, treinadora da Seleção Brasileira.
De olho em Tóquio – A missão do grupo é a preparação para a competição classificatória, para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em data a ser divulgada pela Federação Internacional de Ginástica após a reformatação do calendário, necessidade criada pela eclosão da pandemia.
Os perrengues existem, mas não abatem o moral da equipe. "Há ginastas que moram em apartamentos. Jogam o aparelho para cima e ele bate no teto. Enquanto não receberem bronca do pessoal responsável pelo condomínio, vamos tocando a vida. Cada uma buscou uma solução. Uma delas está praticando no salão de uma igreja, que fica na frente da casa dela. Tem outra que não dispõe de wi-fi em sua casa, e recebe as orientações para treinar pelo whatsapp. Estamos nos virando como podemos", conta Camila.
Obviamente, recorrer à ajuda da internet é o caminho adotado por todas as equipes que têm o costume de divulgar suas atividades nas redes sociais. "O mundo todo está fazendo isso. As equipes dos Estados Unidos, da Bulgária e da Itália já mostraram parte desse trabalho pelo Instagram. É o jeito encontrado para dar continuidade aos treinamentos num contexto de isolamento social", explica Camila.


