A crise na economia bra-sileira resultou esta semana na demissão de 74 profissionais que atuavam em diversos setores do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A demissão em massa ocorrida na capital sergipana chama a atenção da classe trabalhadora e integrantes do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional em Sergipe (Senalba/SE), que disseram ter sido pegos de surpresa com a postura adotada pelo Senac. Indignados com a notícia, os sindicalistas informaram que já na próxima segunda-feira, 17, estarão encaminhando um dossiê para o Ministério Público do Trabalho (MPT), na tentativa de inviabilizar a medida.
Entre os servidores demitidos estavam profissionais com mais de 25 anos de prestação de serviços junto ao Senac e que temem ficar desempregados por longos anos devido à constante falta de empregos para trabalhadores com mais de 40 anos de idade. Segundo alguns funcionários demitidos, ao longo dos últimos 60 dias a direção estadual do órgão já vinha demonstrando fragilidade e indícios que reduções econômicas deveriam ser promovidas. Entre as demonstrações estavam os cortes no consumo de água, energia, produtos de limpeza e higiene, além de materiais didáticos utilizados nas oficinas. Entre as áreas mais atingidas com a demissão geral estavam trabalhadores de serviços gerais, vigilantes, atendentes, técnicos administrativos e motoristas.
Através de nota encaminhada à imprensa, a direção do Senac Sergipe confirmou a versão apresentada pelo Senalba/SE ao citar que: "Por conta do atual cenário econômico brasileiro e da consequente retração do mercado, o Senac Sergipe reduziu seu quadro funcional, pois diversos programas realizados pela instituição não mais estão sendo executados implicando a queda da demanda". O documento criado pelo sindicato deve ser protocolado logo nas primeiras horas da segunda.


