Depois de 18 horas de filmes, mais de 500 cafezinhos o Sercine – Festival Sergipe de Audiovisual encerrou sexta, 25 de julho, sua 4ª edição. Foram seis dias em que o público pôde assistir a produções de todos os cantos do país, conhecendo diferentes histórias e linguagens. Filmes para todos os gostos distribuídos entre as Mostras Nordeste, Universitária, Infantil, de Acessibilidade e a Mostra Africavenir de Cinema Africano.
Pela tela do Teatro Atheneu passaram personagens inesquecíveis como o gênio Dominguinhos e o brilhante Tupã da Viola. Figuras que irão ficar guardadas na memória do público e que, com seu sentimento de mundo, mostraram que o cinema foi feito para fazer as pessoas imaginarem.
Sonho e poesia se uniram, fazendo do Sercine uma janela para histórias nascidas em diferentes lugares do Brasil e que trouxeram para Sergipe um retrato do que vem sendo produzido no audiovisual brasileiro.
Para os realizadores que estiveram no Festival, a emoção de ver seu filme exibido na grande tela foi inesquecível. "Fiquei muito feliz em trazer nosso filme para Sergipe. Fizemos com muito carinho e ver ele sendo exibido aqui no Sercine dá muito orgulho", disse Pipa Dantas, montadora do curta Abraço de Maré.
Quem passou pelo Teatro Atheneu durante a semana de exibições, pôde matar um pouco da fome de mundo, da fome de sonho e de poesia. O Festival trouxe para pertinho do público novas formas de se fazer cinema e ofereceu um mundo em que todos puderam se tornar crianças outra vez.
Para a jornalista Cidélia Argolo, que participou do Festival desde o primeiro dia, o contato com os filmes exibidos foi uma experiência maravilhosa. "Pude conhecer histórias muito boas e contadas de formas distintas. O Sercine ofereceu uma coisa muito especial para nós que gostamos de cinema: o prazer de ver filmes feitos em diferentes lugares e que normalmente não chegam às telas dos cinemas".
Em sua 4ª edição, o Sercine deixa um público cativo, voraz e que, através da poesia dos filmes, tocou um mundo de imaginação, em que sonhos não tiveram limites.
Confira os grandes vencedores do 4º Sercine:
Montagem – "Carne" – direção de Carlos Nigro, montagem de João Maria
Direção – "O que aprendi com meu pai" – Getúlio Ribeiro
Som – "O que aprendi com meu pai" – Vasconcelos Neto
Direção de Arte – ‘À espera’, Isabelle Mesquita
Fotografia – "Ilha", Ismael Moura
Mostra Universitária: "A moça que existe em meus sonhos" (público) e "Se" (júri oficial)
Mostra Nordeste: "Acalanto" (público) e "Braseiro" (júri oficial)


