A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga a ação de 12 sergipanos acusados de aplicar um golpe com a venda de livros superfaturados em várias cidades daquele estado. Eles foram detidos no final da tarde desta quinta-feira em Santa Maria (RS), por investigadores da 4ª Delegacia de Polícia da cidade (4ª DP) esoldados da Brigada Militar gaúcha. O grupo estava em uma casa alugada no bairro Camobi, onde foram apreendidos com 171 livros dos mais variados gêneros, além de três máquinas de cartão de crédito e de uma van usada para transportar os vendedores e as mercadorias. A denúncia aponta que os livros eram vendidos a preços três vezes mais caros que o valor de mercado. Os acusados têm entre 28 e 50 anos de idade e são de Aracaju.
Em contato com o JORNAL DO DIA, o delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, responsável pela 4ª DP, informou que os sergipanos foram conduzidos coercitivamente (sob obrigação de prestar depoimento), atendendo a ordens de busca e apreensão expedidas pelo juízo da Comarca de Santa Maria, a pedido da polícia gaúcha. Ao longo do dia, ele ouviu depoimentos de testemunhas e de pessoas que se apresentaram como vítimas do grupo. Até a tarde de ontem, a previsão é de que eles seriam liberados, pois estavam colaborando com as investigações, mas Firmino não descartava pedir que a Justiça decretasse a prisão preventiva dos acusados. A decisão não tinha sido tomada até o fechamento desta edição.
O grupo de sergipanos passou a ser investigado a partir de denúncias feitas por clientes que se sentiram lesados na venda dos livros. "Eles chegavam numa cidade, alugavam uma casa e saíam pelas ruas, de porta em porta, oferecendo enciclopédias, bíblias, livros de receitas, livros escolares e de estudos médicos, coleções e outros tipos. Pra convencer os clientes a comprar, eles alegavam que eram estudantes de medicina, ou de enfermagem, e precisavam juntar dinheiro para custear os estudos e terminar o curso. Ou que faziam parte de uma casa de recuperação para drogados. As pessoas se comoviam e compravam", disse Freitas Neto.
Em geral, os livros eram oferecidos a preços entre R$ 450 e R$ 520, quando, na verdade, custam apenas R$ 180 em lojas do ramo. A polícia apurou ainda que os acusados sergipanos usavam cartões de crédito para facilitar os pagamentos. "Eles ficavam na cidade por uns 15 dias ou mais, e depois iam embora pra montar um esquema igual em outros municípios. Nós tivemos vítimas que reconheceram esses vendedores, Tanto em Santa Maria quanto em outras cidades por onde passaram aqui no Rio Grande do Sul", explicou o delegado.
Apenas em Santa Maria, três vítimas reconheceram os suspeitos e outros clientes lesados registraram queixas em cidades do interior gaúcho, como Guiana, Cachoeirinha, Gravataí, Pelotas, Jaguarão, Jaguari, Rosário do Sul, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul e Cruz Alta, além da capital Porto Alegre. "Soubemos também que eles já passaram por Alagoas, Mato Grosso e outros estados", afirmou Firmino, que, em caso de comprovação de crime, poderá indiciar os sergipanos pelos crimes de estelionato,associação criminosa e crime contra a ordem tributária. Todos eles negam as acusações e não tiveram os seus nomes divulgados. (Gabriel Damásio)
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga a ação de 12 sergipanos acusados de aplicar um golpe com a venda de livros superfaturados em várias cidades daquele estado. Eles foram detidos no final da tarde desta quinta-feira em Santa Maria (RS), por investigadores da 4ª Delegacia de Polícia da cidade (4ª DP) esoldados da Brigada Militar gaúcha. O grupo estava em uma casa alugada no bairro Camobi, onde foram apreendidos com 171 livros dos mais variados gêneros, além de três máquinas de cartão de crédito e de uma van usada para transportar os vendedores e as mercadorias. A denúncia aponta que os livros eram vendidos a preços três vezes mais caros que o valor de mercado. Os acusados têm entre 28 e 50 anos de idade e são de Aracaju.
Em contato com o JORNAL DO DIA, o delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, responsável pela 4ª DP, informou que os sergipanos foram conduzidos coercitivamente (sob obrigação de prestar depoimento), atendendo a ordens de busca e apreensão expedidas pelo juízo da Comarca de Santa Maria, a pedido da polícia gaúcha. Ao longo do dia, ele ouviu depoimentos de testemunhas e de pessoas que se apresentaram como vítimas do grupo. Até a tarde de ontem, a previsão é de que eles seriam liberados, pois estavam colaborando com as investigações, mas Firmino não descartava pedir que a Justiça decretasse a prisão preventiva dos acusados. A decisão não tinha sido tomada até o fechamento desta edição.
O grupo de sergipanos passou a ser investigado a partir de denúncias feitas por clientes que se sentiram lesados na venda dos livros. "Eles chegavam numa cidade, alugavam uma casa e saíam pelas ruas, de porta em porta, oferecendo enciclopédias, bíblias, livros de receitas, livros escolares e de estudos médicos, coleções e outros tipos. Pra convencer os clientes a comprar, eles alegavam que eram estudantes de medicina, ou de enfermagem, e precisavam juntar dinheiro para custear os estudos e terminar o curso. Ou que faziam parte de uma casa de recuperação para drogados. As pessoas se comoviam e compravam", disse Freitas Neto.
Em geral, os livros eram oferecidos a preços entre R$ 450 e R$ 520, quando, na verdade, custam apenas R$ 180 em lojas do ramo. A polícia apurou ainda que os acusados sergipanos usavam cartões de crédito para facilitar os pagamentos. "Eles ficavam na cidade por uns 15 dias ou mais, e depois iam embora pra montar um esquema igual em outros municípios. Nós tivemos vítimas que reconheceram esses vendedores, Tanto em Santa Maria quanto em outras cidades por onde passaram aqui no Rio Grande do Sul", explicou o delegado.
Apenas em Santa Maria, três vítimas reconheceram os suspeitos e outros clientes lesados registraram queixas em cidades do interior gaúcho, como Guiana, Cachoeirinha, Gravataí, Pelotas, Jaguarão, Jaguari, Rosário do Sul, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul e Cruz Alta, além da capital Porto Alegre. "Soubemos também que eles já passaram por Alagoas, Mato Grosso e outros estados", afirmou Firmino, que, em caso de comprovação de crime, poderá indiciar os sergipanos pelos crimes de estelionato,associação criminosa e crime contra a ordem tributária. Todos eles negam as acusações e não tiveram os seus nomes divulgados. (Gabriel Damásio)