Sergipe corre risco de epidemia de dengue

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Sergipe volta a ficar na mira do Ministério da Saúde como um das unidades federativas com amplo risco de nova epidemia da Dengue. Com base no Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa) é possível se deparar com quase dez mil casos notificados e 3.300 confirmados no período que engloba desde janeiro até o último domingo, 15. Diante dos dados alarmantes, medidas emergenciais de combate ao mosquito Aedes Aegypti já estão sendo adotadas como tentativa de evitar ampliação no número da doença. Dos 75 municípios sergipanos, seis estão em alto índice de vulnerabilidade epidemiológica, são eles: Pedrinhas (7,9), Siriri (6,9), Cedro de São João (6,3), Itabaianinha (4,9), Salgado (6,2) e Simão Dias (5,8).

A capital sergipana aparece logo em seguida com médio índice de desenvolvimento da Dengue. Aracaju segue acompanhada por 36 municípios no mesmo patamar de preocupação. Entre as cidades estão: Aquidabã (3,2), Areia Branca (3,8), Boquim (1,7), Capela (1,2), Carira (2,6), Carmópolis (1,2), Estância (1,5), Feira Nova (1,5), Laranjeiras (2,7), Malhador (1,6), Maruim (2,2), Monte Alegre de Sergipe (1,9), Neópolis (3,4), Nossa Senhora da Glória (3,4), Nossa Senhora das Dores (2,9), Pinhão (1,2), Riachuelo (1,1) Ribeirópolis (2,2), Rosário do Catete (3,3), Santa do São Francisco (1,7), Santo Amaro das Brotas (1,4), São Cristóvão (2,2), São Domingos (1,9), Tobias Barreto (3,8), Tomar do Geru (1,7) e Umbaúba (1,6).

Na tentativa de alcançar o extremo da doença, assim como ocorreu no ano de 2008, quando 35 mil casos foram notificados e mais de 25 mil confirmados, as secretarias de saúde estão ampliando a atuação dos agentes de endemias em todos os bairros de Aracaju e demais municípios sergipanos. De acordo com o Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), os casos notificados apenas nos dez primeiros meses deste ano já contabilizam quase que o dobro do que foi contabilizado em todo o ano de 2014, quando cinco mil sergipanos apresentaram suspeitas da dengue. Na tarde de ontem três agentes munidos de máquinas fumacê portáteis estiveram realizando o serviço de combate à Dengue nos bairros Suíssa, Cirurgia e Getúlio Vargas.

Para a coordenadora do núcleo de endemias da SES, Sidney Sá, paralelo ao trabalho do órgão de saúde, a população deve procurar se unir a fim de combater dentro de casa e nos ambientes de trabalho qualquer local que seja propício para a proliferação de larvas que geram o Aedes Aegypti. "Sabemos do risco da doença que é de fato constante, e estamos ampliando as ações, mas precisamos que a população esteja disposta a nos ajudar nessa luta. É preciso entender que a Dengue pode ser combatida, mas pra isso é fundamental que cada um também atue dentro do convívio diário contra esses focos. Todos os esforços estão sendo adotados para combater a Dengue e evitar aumento desses casos", afirmou.

Entre os bairros da capital com maior índice de possível epidemia estão: Cirurgia, Cidade Nova, 18 do Forte e Ponto Novo; já as cidades que lideram com baixo risco são: Poço Verde (1,1), Nossa Senhora do Socorro (0,9), Nossa Senhora Aparecida (0,8), Arauá (0,8), Barra dos Coqueiros (0,7), Campo do Brito (0,9), Canindé do São Francisco (0,4), Cristinápolis (0,4), Itaporanga D`Ajuda (0,2), Moita Bonita (0,5) e Indiaroba (0,0). Apesar desses números considerados de baixa tendência para casos da Dengue, as prefeituras e a própria Secretaria de Estado da Saúde dizem realizar constantes ações educativas de combate a fim de permanecer reduzindo os casos, e chegar ao número ‘zero’, assim como ocorre em Indiaroba.
"A dengue tem comportamento de variação ano a ano. E de ações efetivas de combate à dengue. Os números não caracterizam epidemia, mas precisamos estar em alerta em todos os municípios, inclusive nestes que aparentemente não apresentam risco real de aumento nos casos", pontuou a coordenadora.

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