Sergipe se tornou referência nacional do Programa Criança Feliz e, devido ao pioneirismo local na sua implantação, a consultora do Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, Patrícia Paine, esteve em Sergipe para conhecer o trabalho das equipes in loco; e se reunir com o secretário de Estado da Inclusão Social, Zezinho Sobral, e o Comitê Gestor do Programa para tratar do plano de trabalho nesta nova etapa da sua execução. Durante sua estada em Sergipe, a consultora visitou os municípios de Pacatuba – primeiro do país a implantar o programa -, Itaporanga e Aracaju.
Dos 63 municípios sergipanos aderidos, 27 já iniciaram as visitas domiciliares, atingindo, em menos de dois meses, um público médio de 2 mil crianças de 0 a 3 anos do Bolsa Família; e de 0 a 6 anos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou afastadas do convívio familiar por medida protetiva; além de gestantes. Segundo Patrícia, por essa razão, Sergipe é o estado modelo do Brasil na implantação dessa nova tecnologia social, lançada pelo Governo Federal e implantada sob a coordenação do Governo de Sergipe, para estimular o desenvolvimento integral de crianças em situação de risco ou vulnerabilidade social, na primeira infância – fase determinante para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e capacidade de aprendizado.
“Pacatuba mesmo é um município tão pequeno, e hoje serve de modelo para todos os outros. Fiquei fascinada por essa realidade. Fiquei impressionada com a interação dos visitadores com as famílias, que estão realmente muito felizes com o programa e, por isso, aceitam muito bem as visitas. As outras crianças da família, que não se enquadram no público alvo do programa, também acabam sendo beneficiadas, porque as visitas se tornam um acontecimento social da família. E as visitadoras estão identificando diversas outras demandas e levando para os supervisores, que fazem o encaminhamento para outros programas. Então está funcionando na filosofia intersetorial. É algo que diferencia o Criança Feliz de outros programas”, disse Patrícia.


