Gabriel Damásio
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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) atualizou ontem os números dos casos notificados de crianças com microcefalia (quando o crânio fica abaixo do tamanho normal) e das outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti (dengue, zika vírus e febre chikungunya). Segundo a nota técnica divulgada pela secretaria, Sergipe já acumula 192 casos notificados de microcefalia desde julho de 2015. Deste total, 11 casos foram descartados por exames e outros 181 continuam em investigação, incluindo as oito mortes de recém-nascidos que apresentaram a doença.
Se comparados os dados de cada ano, o maior número de casos foi notificado no ano passado: foram 158, contra 34 registros feitos desde 1º de janeiro deste ano. Os casos da doença apareceram em 48 cidades sergipanas e a principal delas foi Aracaju, com 44 casos notificados – e cinco deles em 2016. A lista é puxada ainda por Nossa Senhora do Socorro, com 21 bebês afetados, e Itabaiana, com outros 13 casos. Já quanto aos hospitais e maternidades, 79 bebês com a doença foram atendidos na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), considerada de alta complexidade. Outros 34 atendimentos aconteceram no Hospital Santa Isabel e mais 19 na Clínica Santa Helena, que lidera as notificações na rede particular de saúde.
Apesar da suspeita de que a microcefalia seja provocada pelo zika vírus, a presença dele ainda não é oficialmente confirmada no estado. O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE) informou que, até esta quinta-feira, foram coletadas 796 amostras de casos suspeitos da "febre do zika". Deste total, 128 exames não detectaram o vírus e os demais ainda aguardam seus resultados.
A febre chikungunya também teve um alto número de registros na nota técnica da SES. No mesmo período, 219 casos foram confirmados por exames de laboratório em 31 municípios, sendo 18 em 2016. A capital também lidera a lista de casos da doença, com 32, seguida por Nossa Senhora das Dores (23), Laranjeiras (19), Riachão do Dantas e Tobias Barreto (com 14 cada). A primeira amostra confirmada da febre em Sergipe foi confirmada em julho de 2015.
Os casos de dengue, por sua vez, não tiveram seus números divulgados na nota de ontem por motivos operacionais. No último levantamento, em 19 de fevereiro, foram notificados 894 casos da doença, incluindo todas as classificações, com taxa de incidência de 39,86 casos por 100 mil habitantes. A situação considerada mais grave foi a de Itabaianinha, com 346 pacientes que apresentaram a doença e o índice de 835,67 casos por 100 mil habitantes.
A nota técnica apontou ainda que 99,88% imóveis do estado já foram trabalhados, ou seja, visitados por equipes de combate aos focos de criação do mosquito. Dentre os 75 municípios sergipanos, 54 municípios estão com cobertura acima de 90%; outros 15 tiveram entre 50% e 90% dos imóveis trabalhados e registrados no sistema; e apenas a cidade de São Cristóvão teve cobertura abaixo dos 30% de imóveis trabalhados.
O documento da Secretaria de Saúde orienta as Prefeituras e outros órgãos a continuarem com as ações de combate ao aedes aegypti, intensificando as ações de notificação e investigação de casos suspeitos, além das ações de monitoramento e combate ao mosquito, com suas equipes locais e todos os parceiros municipais engajados no Comitê.


