Sergipe não é um balcão de negócios

A força da grana que ergue e destrói coisas belas pode muito, mas felizmente ainda não pode tudo. O resultado das urnas e a reeleição do governador sergipano Jackson Barreto, a quem foi confiado mais um mandato à frente do Estado, vitorioso logo em primeiro turno, prova que o poder econômico mobilizado em torno de algumas candidaturas pode até ser um fator a desequilibrar o embate eleitoral, mas não a ponto de colocar cabresto num povo vocacionado para a felicidade. O eleitor sergipano, cuja vontade é soberana, deixou claro que não se dobra a projetos de poder de seu ninguém. Nas palavras do governador eleito, "Sergipe não é um balcão de negócios".

A responsabilidade do governador não é pequena. Após a festa, depois de merecida comemoração, é chegada a hora de honrar os compromissos firmados durante a campanha. A biografia e a trajetória política do candidato JB certamente foram examinadas pelos eleitores, mas foi fiado nas promessas e compromissos assumidos publicamente que o eleitor proferiu o seu veredicto. Disposição para o trabalho, o candidato fez questão de lembrar o tempo inteiro, nos últimos meses, não pode faltar. Mãos à obra, portanto.

Mangas arregaçadas, os desafios são grandes, à altura da votação expressiva conquistada por JB. Além das preocupações de sempre (saúde, educação, segurança pública), há ainda as angústias que eclodiram nos últimos tempos. Mobilidade urbana, cultura e meio ambiente exigem a atenção, e despontam entre as maiores inquietações a interferir na relação estabelecida cotidianamente entre o cidadão e a própria cidade.
A sensibilidade social do governador eleito certamente foi outro fator considerado pelos sergipanos. Jackson Barreto nasceu em uma família humilde em Santa Rosa de Lima e veio para Aracaju ainda menino, como tantos outros, em busca de uma vida melhor. Estudante de escolas públicas, cresceu no meio do povo.

As posições assumidas ao longo de sua vida pública depõem a favor de JB, um político que tem lado. Foi eleito vereador por Aracaju em 1972, já filiado ao MDB, ano em que foi preso político da Ditadura Militar, sendo absolvido e mais uma vez preso em 1976, quando o povo o elegera Deputado Estadual. Novamente absolvido, Jackson foi membro da Coordenação da Campanha Nacional pela Anistia e um dos líderes em Sergipe da Campanha pelas Eleições Diretas, em 1984. Em 1978 tornou-se Deputado Federal. Voz do povo, Jackson foi sempre um político campeão de votos. Foi representante do PMDB na Campanha Nacional pela Eleição de Tancredo Neves e membro do PMDB na Campanha Nacional pela Constituinte.

Reelegeu-se como Deputado Federal em 1982 e em 1985 fez história como o primeiro prefeito da capital sergipana eleito pelo povo. Mas mesmo com uma aprovação de mais de 90% dos cidadãos, o prefeito Jackson foi obrigado a renunciar ao mandato, devido às intensas perseguições políticas. Mas nada apagou a sua obra, foi um prefeito atuante com o olhar voltado aos mais pobres e trabalhou intensamente nas periferias, lá construiu creches, unidades de saúde, áreas de lazer, e o maior número de escolas, em uma só gestão, na história de Sergipe. Insistente, determinado, predestinado a ajudar os mais pobres, Jackson volta à cena política nos braços do povo, eleito com mais de 23 mil votos, sendo o vereador mais bem votado da história de Aracaju. Novamente é eleito prefeito de Aracaju, em 1992. Dois anos depois, o povo reconhece a força do seu trabalho e clama pela sua candidatura ao governo de estado, atendido prontamente por Jackson, que se manteve à frente no primeiro turno, mas o poder econômico do adversário falou mais alto e tirou sua vitória no segundo turno, por poucos votos.

Depois de disputar o Senado, foi reeleito para a Câmara Federal em 2002 e em 2006. Num processo de alianças buscando a continuidade de um projeto que está mudando Sergipe, Jackson abriu mão de disputar uma vaga para o Senado Federal e aceitou o convite para ser o vice na chapa encabeçada pelo governador Marcelo Déda que, lado a lado com ele, revolucionou Sergipe com obras e ações sociais, melhorando a vida da população, retirando 216 mil famílias da linha de pobreza extrema e equiparando interior e capital no número de empregos gerados, transformando o estado no que mais empregatício do Brasil, batendo vários recordes. Durante o tratamento de Déda, Jackson atuou como governador interino por 7 meses. Depois, efetivou-se como governador e começou uma caravana incansável pelo estado, de ponta a ponta, levando investimentos e obras estruturantes para todas as regiões sergipanas. Imprimiu seu ritmo de administração, acelerou a entrega de obras, dialogou com trabalhadores de todas as categorias, conseguiu ganhos históricos para os servidores estaduais, amparou o homem do campo, construiu e reformou escolas, pavimentou ruas, incrementou a geração de empregos, otimizou a máquina pública.
 Agora, cheio de energia e com muita vontade de continuar fazendo Sergipe avançar, Jackson Barreto é eleito por voto direto governador de Sergipe. Os próximos quatro anos prometem.

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