Sergipe registra mais de 50 casos de Influenza A H3N2

Gabriel Damásio

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) rece-beu a confirmação do registro de 46 novos casos da gripe Influenza A H3N2 no estado de Sergipe. A análise das amostras foi realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Aracaju. O município que registrou o maior número destes novos casos foi Itabaianinha (Sul), com 30 ocorrências.
A cidade, que faz divisa com a Bahia, registrou uma recente alta de atendimento de pacientes com gripe em suas unidades de saúde e teve cinco dos seis primeiros casos da nova variante do vírus Influenza A no Estado. Ontem, a Força-Tarefa de combate à Covid-19, liderada por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), esteve na cidade e fez uma ação de testagem em massa da população, para identificar casos das duas doenças.
Os outros casos confirmados ontem foram registrados em São Cristóvão (seis pacientes), Nossa Senhora do Socorro (três),Siriri (dois), Boquim, Capela, Gararu, Graccho Cardoso e Riachão do Dantas, todas com um novo paciente cada. Além destas cidades, Aracaju já teve um caso confirmado deste tipo de influenza Das amostras processadas pelo Lacen, 22 são do sexo feminino e 24 do sexo masculino, na faixa etária entre cinco a 70 anos.Em nota, a SES afirma que está acompanhando os casos de Influenza A H3N2 no estado e orienta a população em relação aos cuidados necessários para que surtos não aconteçam.
Os resultados dos novos exames confirmam o quadro anunciado no Alerta Epidemiológico que a SES emitiu semana passada para as secretarias municipais de saúde, sobre o rápido avanço dos casos da Influenza A (H3N2). O Alerta aponta a necessidade de intensificação das ações de vigilância dos casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), ocasionada pelo vírus Influenza fora do período de sazonalidade. Outros estados, como Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, já apresentam quadro de epidemia deste vírus.
Como é – O H3N2 é um subtipo de influenzavírus, a doença tem sintomas parecidos aos de uma gripe comum e também se assemelham com os efeitos da Covid-19 no organismo infectado. O vírus circula durante o ano todo, porém, tem uma característica sazonal com predomínio nos meses de outono e inverno. Neste ano, devido às rotinas impostas pela pandemia, os casos estão aparecendo em um período incomum.
“A circulação do vírus em um período que não é sazonal requer atenção, afinal, estamos numa pandemia pelo coronavírus e os sintomas da Covid-19 podem ser os mesmos que o H3N2 pode estar causando, então, isso traz uma preocupação”, explica o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes.
O diretor da SES que é infectologista, afirma que a retomada das atividades presenciais tem impulsionado o aumento nos números de casos. “Esse momento de flexibilização tem impulsionado avanço na transmissão, essa tem sido a causa do aumento em várias cidades a exemplo do município de Itabaianinha que concentra o maior número de casos em Sergipe, mais de trinta. A partir do momento que a Secretaria de Estado da Saúde identificou um número elevado de pessoas com síndromes gripais, foi iniciada uma investigação e, logo, verificamos que era o influenza A H3N2. Em outros municípios sergipanos também identificamos a presença do vírus, porém, sem surto da doença. A SES está vigilante, pois, sabemos que pode haver muita transmissão neste período, seguimos orientando a população em relação aos cuidados”, destaca Marco.
De acordo com o gerente, a maior parte dos casos registrados em Sergipe são de pessoas com sintomas gripais leves. “A gripe causa muito desconforto, dor no corpo, mal estar, faz com que as pessoas não frequentem o trabalho. O vírus pode avançar para formas graves sim, no Brasil já há óbitos por causa do vírus, por isso, é importante se prevenir. O que a gente conhece de prevenção da Covid-19 vem da experiência com o vírus influenza, é justamente o distanciamento social, então, se você está gripado ou com sintomas de problemas respiratórios, não frequente lugar com outras pessoas porque isso aumenta a transmissão, quando a gente observa surto é justamente por isso. É fundamental ainda seguir com a higienização das mãos e manter uso de máscaras durante esse período”, reitera Marco Aurélio. (com SES)

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