Sergipe registrou milhares de casos de dengue, zica e chikungunia em 2022

Milton Alves Júnior

Dados gerais incluídos no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde Volume 54, indicam que durante todo o ano de 2022, ao menos 5,7 mil casos prováveis de dengue, além de 4 mil casos de chikungunya e 165 de zika, foram contabilizados no estado de Sergipe. Comparado a 2021, a nível nacional, a dengue teve um aumento de 162,5% dos casos, com um total de 1,4 milhão de casos prováveis registrados. Deste número, 1.473 foram confirmados como casos graves de dengue, e 18,1 mil como dengue com sinais de alarme. Em relação às mortes, o país notificou 1.016 óbitos pela doença.
Por estarmos enfrentando o verão, estava o mais quente e historicamente com maior proliferação da doença, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem chamado a atenção dos sergipanos para a necessária multiplicação das ações preventivas e de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável por transmissão das três doenças citadas. Os sinais de alerta emitidos pela administração estadual também são compartilhados pela prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Ainda sobre o levantamento geral, o Ministério da Saúde revelou que a chikungunya teve um crescimento de 78,9% nos casos, totalizando 174 mil registros e 94 mortes. A zika totalizou aumento de 42%, se comparado a 2021, com 9,2 mil casos prováveis e uma morte em Goiás.
Na tarde de ontem a administração da capital sergipana destacou por meio de comunicado oficial, que embora mais de 80% dos focos do Aedes aegypti estejam dentro das residências, as mobilizações de limpeza, efetuadas em vias e áreas públicas da capital, têm sido uma parte indispensável no combate ao vetor de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Por este motivo, a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), permanece com atenção máxima aos espaços de uso coletivo, agindo, principalmente, por meio de forças tarefas que contemplam múltiplas atividades executadas de maneira simultânea.
Integrados diariamente ao calendário operacional e abrangendo regiões de Norte a Sul, estes mutirões levam até as comunidades frentes de trabalho que englobam ruas, avenidas, praças, canteiros centrais e laterais, bem como áreas em situação de abandono, as quais podem representar um grave risco à propagação de criadouros. A prefeitura destacou ainda que o trabalho conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), contribui positivamente, uma vez que também são levados em conta os índices que medem a incidência do mosquito.

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