Sergipe tem 24 municípios em alerta contra a dengue

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Passam de 930 os casos notificados de dengue no Estado de Sergipe e 265 casos confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Conforme estudos do Ministério da Saúde (MS), Aracaju é a cidade que mais contribui para que estes dados negativos tenham sido identificados pelo Índice Rápido de Infestação (Lira). Atualmente o estado possui 24 municípios em estado de alerta e mais 13 em índice alto de epidemia da doença. Se comparado com o mesmo período do ano passado, houve um aumento significativo de 21,5% nos casos registrados na capital sergipana. Para muitos gestores, esses números são possíveis em virtude da greve dos agentes municipais de endemias, em Aracaju.

Com os profissionais ainda em greve, a tendência natural é que os casos continuem aumentando na capital. Entre os bairros com maior incidência são: Santa Maria, Farolândia e Santos Dumont, além dos que fazem parte da zona de expansão, a exemplo dos bairros 17 de Março e Mosqueiro. Há exatos dois anos, quando Aracaju apresentou a última epidemia da doença, foram contabilizados 3.185 casos entre os meses de janeiro e junho. Em 2013, quando os agentes não decidiram entrar em greve, os casos da Dengue registraram uma queda de 94,3% se comparado ao ano anterior.
Para a vereadora Lucimara Passos (PCdoB), problemas administrativos na prefeitura têm contribuído para o agravamento do problema. "Venho falando isso desde o final do mês anterior, mas muita gente acha que é birra da minha parte. A Prefeitura passou longos dias sem secretário de saúde com a saúda de Gorete Reis, os servidores não estão satisfeitos e esse impasse parece não ter fim. Resultado: caos na saúde pública", declarou.

O caso mais grave registrado em Aracaju foi no último domingo, 18, quando o ex-professor de história e coordenador pedagógico do Colégio Pio Décimo foi encontrado morto no apartamento. A perícia médica do Instituto Médico Legal (IML) apontou uma Dengue hemorrágica como a causa do óbito. Para que casos semelhantes não sejam registrados, os órgãos de saúde enaltecem a necessidade dos cuidados a serem adotados por cada aracajuano.
Em Aracaju são 300 agentes de combate a endemias. A categoria cobra o cumprimento da Portaria 260/2013, determinando o valor de R$ 950 para o salário-base, melhores condições de trabalho e realização de concurso público.

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