Milton Alves Júnior
Suspeitos de orquestrar uma ação criminosa com foco no assalto de duas joalherias em Aracaju, três homens morreram na noite da última segunda-feira, 08, após entrar em confronto com agentes das polícias Civil e Militar. Identificados como: Lucas Araújo, de 29 anos; Edimar Júnior, 34; e Jackson Ferreira, de 26, ao observar a chegada dos agentes, o trio reagiu a voz de prisão e dispararam contra os investigadores. Eles eram naturais dos estados de Goiás e do Distrito Federal. No início da manhã de ontem a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) revelou que os criminosos estavam hospedados em uma pousada na região Sul de Aracaju.
Sobre a operação em curso, o setor de inteligência da Polícia Civil identificou que, nas 24 horas que antecederam a abordagem, os três retornaram ao Shopping Jardins – onde haveria o assalto, com a finalidade de concluir a organização prática do assalto. Todo o movimento suspeito foi registrado por câmeras de monitoramento do centro de compras. A voz de prisão foi deflagrada quando eles estavam na parte externa do shopping, prestes a retornar para a pousada. Os resultados dos estudos indicaram ainda que a abordagem criminosa estava prevista para acontecer na manhã de ontem, por volta das 10h, quando o shopping abrisse as portas.
Responsável por conduzir as investigações, o delegado Denival Eloi destacou que, com base em dados sigilosos, compartilhados via central nacional destinada à troca de informações – serviço criado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública -, foi possível constatar que todos os investigados possuem histórico de crimes semelhantes em diversos estados do país. “Eles já têm condenações por esse tipo de crime e, inclusive, um deles estava com tornozeleira eletrônica que havia sido desativada na semana passada para participar desse ilícito”, destacou. A abordagem direta aos suspeitos foi procedida por agentes da Divisão de Inteligência Policial (Dipol) e pelo Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope).
Sobre os desdobramentos desta ação, a Superintendência da Polícia Civil não descarta a possibilidade de outras pessoas serem identificadas como integrantes do grupo. Devido este cenário, o governo de Sergipe pede que informações capazes de colaborar com os estudos sejam protocolados junto ao Disque Denúncias (181). O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor responsável. “A partir do trabalho de inteligência desenvolvido pela Dipol, conseguimos antecipar a ação criminosa e evitar que esses indivíduos praticassem mais um furto contra joalherias, como já fizeram em outros estados”, completou Denival Eloi.


